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Casas Bahia vai fechar 100 lojas e demitir milhares de funcionários

Filipe Andrade

Publicado

em

Casas Bahia vai fechar 100 lojas e demitir milhares de funcionários

A Via (VIIA3), empresa proprietária das marcas Casas Bahia e Ponto (anteriormente conhecido como Ponto Frio), revelou, nesta quinta-feira (10), um novo plano de negócios que contempla o fechamento de até 100 lojas até o final de 2023, além da demissão de 6 mil funcionários.

Nesse sentido, a meta da companhia é reduzir os estoques da Casas Bahia em até R$ 1 bilhão este ano. Além disso, também implementar modificações na forma de captação de recursos para financiar o crediário, uma modalidade de pagamento oferecida aos clientes.

O presidente da Via, Renato Horta Franklin, comunicou o início da diminuição das lojas. O planejamento prevê o encerramento de 50 a 100 unidades.

Do mesmo modo, aara alcançar a redução significativa dos estoques, a estratégia da Via consiste em transferir os produtos menos lucrativos, principalmente os de menor valor, para sua plataforma online. Contudo, ela vai manter nas lojas físicas apenas os itens que proporcionam maior lucro à companhia.

Palavras do presidente

Segundo o presidente da empresa, essa reestruturação das 100 lojas resultará em uma liberação de estoques no valor de R$ 200 milhões.

A mudança no modelo de negócios surgiu após uma alteração na alta administração da empresa durante o segundo trimestre deste ano. Renato Horta Franklin assumiu a presidência da varejista após sua passagem pela empresa de aluguel de carros Movida. Elcio Mitsuhiro, com experiências na produtora de itens automotivos Iochpe-Maxion e na empresa do setor alimentício BRF, agora ocupa a posição de diretor financeiro.

Franklin explicou que a empresa já havia direcionado seus esforços para as vendas online, diversificação de canais, expansão de lojas e investimentos em fintechs. Agora, a prioridade é otimizar a rentabilidade da plataforma existente.

Redução dos investimentos da Casas Bahia e Ponto

A empresa também anunciou a intenção de diminuir em até 40% seus investimentos. Com a aplicação dessas transformações operacionais, a empresa estima alcançar um lucro líquido de até R$ 1 bilhão, desconsiderando os impostos. Entretanto, a data para essa meta ainda não foi definida.

O plano de negócios prevê uma série de possíveis ganhos até 2025. Mitsuhiro ressaltou que esse não é um plano de longo prazo, mas não detalhou o cronograma.

A nova liderança da Via também planeja fortalecer sua estrutura de capital, incluindo mudanças na captação de recursos. Atualmente, metade da exposição de crédito da empresa está ligada aos crediários. A ideia agora é colocar essa carteira de crédito no mercado de capitais por meio de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) e ceder parte da carteira ao FIDC.

Segundo Mitsuhiro, essa reestruturação possibilitaria a liberação de limites de crédito na ordem de R$ 5 bilhões ou mais. Esse crédito poderia ser utilizado para outras finalidades dentro da empresa.

A Via também está envolvida com o Banco BTG Pactual e a Polígono Capital para estruturar seu primeiro FIDC, com uma potencial emissão de cotas no valor de até R$ 1,5 bilhão.

A estratégia de monetização de créditos fiscais também continua, com uma previsão de R$ 2,5 bilhões em 2023, sendo que cerca de R$ 1,2 bilhão já foi concretizado até o momento, de acordo com os executivos.

Adicionalmente, a empresa busca gerar R$ 500 milhões através da monetização de outros ativos, como operações de “sale and leaseback” com suas lojas, onde a propriedade é vendida, mas continua sendo utilizada mediante aluguel.

Outra empresa vai fechar mais de 90 lojas

Marisa (AMAR3) decidiu fechar 91 lojas como parte do plano de recuperação da empresa. Essa medida tem como objetivo melhorar a geração de caixa e a rentabilidade da empresa, de acordo com a administração. Essas unidades estão sendo consideradas deficitárias.

A empresa já fechou 25 lojas entre março e abril e pretende encerrar outras 26 ao longo de maio. Nesse sentido, o anúncio foi informado em uma mensagem aos acionistas.

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