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FTX: A Bolsa de cripto que quebrou famosos

Filipe Andrade

Publicado

em

giseletom

Depois da queda forte das moedas digitais, entenda o que ocorreu com a FTX: A Bolsa de cripto que quebrou famosos no mundo todo.

O que é a FTX: A Bolsa de cripto que quebrou famosos

FTX é uma exchange (spécie de bolsa de valores) focada em criptoativos (como bitcoins) lançada em maio de 2019 por uma equipe experiente de traders e engenheiros de software.

Desde então, a FTX ganhou uma reputação no mercado, além disso, o token FTT que é nativo da plataforma está entre os 40 maiores do mercado.

Ela se autodenomina uma exchange focada no trader, “construída por traders, para traders”, além disso, também uma exchange de criptomoedas de grande e média capitalização.

Ela também permite que ofertas iniciais de exchanges (IEOs) sejam realizadas, como, por exemplo, recentemente para o projeto de metaverso em desenvolvimento Star Atlas.

As IEOs são, nesse sentido, uma modalidade mais restrita de emissão de tokens que demandam um terceiro de confiança na operação, normalmente uma exchange.

Assim, com uma IEO, um projeto, como a Star Atlas, pode lançar um token e a exchange cuida das vendas e negociações do ativo.

Além disso, com o apoio de celebridades de alto valor e volumes de negociação diários de bilhões de dólares, a FTX se consolidou como um importante player no mercado.

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O que aconteceu com a FTX?

A FTX, uma das maiores corretoras de criptomoeda do mundo, chegou a valer cerca de US$ 32 bilhões neste ano. O crescimento da empresa levou seu dono, o jovem Sam Bankman-Fried, ao posto de um dos maiores bilionários do mundo – status que ele perdeu rapidamente.

Na última sexta-feira (11), Bankman-Fried, contou ter pedido a recuperação judicial da FTX na justiça americana depois do vazamento de documentos que mostravam a situação das contas da corretora, milhares de clientes começaram a sacar o dinheiro que tinham na empresa. Com isso, a empresa sofreu tantas retiradas que acabou declarando falência.

FTX e famosos: qual a relação entre Tom Brady, Gisele Bündchen, Shaquille O’neal e outros?

Um investidor da FTX resolveu entrar com um processo contra a modelo Gisele Bündchen, seu ex-marido Tom Brady e outras celebridades por endossarem um esquema de ‘pirâmide financeira’ da falida exchange.

Na realidade, estes famosos não só faziam propagandas para a FTX, mas também investiam na plataforma de cripto.

Gisele pode perder sua fortuna é um pouco exagerado. Ela diversificava seus investimentos, ainda que publicamente ela não tenha informado quanto exatamente investia na FTX. Junto com Tom, ela tinha uma fortuna estimada entre US$ 650 milhões e US$ 3 bilhões, que foi afetada pela quebra da FTX e pela separação do casal.

Terra.com.br

A proposta de ação judicial coletiva reforçou que “a enganosa plataforma FTX, mantida pelas entidades FTX, era verdadeiramente um castelo de cartas”.

FTX: A Bolsa de cripto que quebrou famosos

Em novembro, o fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, assumiu a culpa por irregularidades financeiras na bolsa, que até recentemente era a terceira maior do mundo em volume de negociação e pediu perdão por sua parte em causar uma quebra no mercado cripto que até agora já causou um estrago de US$ 200 bilhões.

Obstáculos para reaver os recursos investidos na FTX

Após todas as descobertas negativas sobre a empresa, a plataforma se encontra bloqueada para saques. Na prática, centenas de brasileiros não tiveram tempo de sacar seus recursos e podem ter perdido tudo na quebra da corretora.

Os brasileiros que perderam tudo na FTX alimentam esperanças de recuperar o dinheiro, seja por via judicial ou em um improvável resgate por uma empresa disposta a tampar um rombo estimado em US$ 10 bilhões. O caminho para obter um ressarcimento dos valores, no entanto, tem obstáculos.

A FTX não tem filial nem representantes legais no Brasil após o antigo responsável pela operação local, Antônio Neto, pedir demissão, junto com outros funcionários, no mesmo dia da decretação de recuperação judicial nos EUA – Neto não quis conversar com a reportagem.

Diante disso, as barreiras para ingressar com uma ação contra a FTX já começam desde a citação da empresa no exterior. “A burocracia para um ato muito simples, que no Brasil demora dias ou semanas, pode demorar de 3 a 5 anos fora do país”, explica o advogado Ricardo Kassin, especialista em ações envolvendo empresas do ramo de criptoativos.

No caso específico da FTX, há ainda o agravante de a empresa ter sede nas Bahamas, que não tem acordo com o Brasil para o compartilhamento de informação entre os sistemas judiciários. Além disso, ainda não está claro se os investidores brasileiros serão contemplados no processo de recuperação judicial pelo qual passam várias empresas do grupo nos Estados Unidos.

Confira aqui nossa matéria sobre fundo que resolveu investir contra as criptos.

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