Conecte-se conosco

Ações

Presidente da Petrobras pede demissão

Publicado

em

O presidente da Petrobras (PETR4), José Mauro Coelho, pediu demissão do cargo de presidente nesta segunda-feira (20) em fato relevante divulgado pela empresa.

Além disso, a nomeação de um presidente interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras a partir de agora.

A pressão sobre Coelho e a estatal cresceu após a petroleira anunciar um novo reajuste nos preços dos combustíveis na sexta-feira, o que levou governo, Congresso e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a criticarem a empresa.

Presidente da Petrobras foi nomeado por Bolsonaro

Em abril de 2022, o presidente Bolsonaro escolheu o químico José Mauro Ferreira Coelho para assumir a presidência da companhia.

No mesmo dia o Ibovespa fechou em alta, aos 116 pontos – um aumento de 0,55% durante o dia com grande contribuição das ações da Petrobras (PETR3, PETR4).

O químico foi secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME).

No final da semana passada, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, voltou a exigir a demissão imediata de Coelho, que já teve sua saída anunciada três semanas atrás, mas ocupava o posto até que o conselho deliberasse sua substituição pelo executivo Caio Mario Paes de Andrade.

Alta na gasolina e no Diesel

O conselho de administração da estatal autorizou seus dirigentes a aplicarem reajustes no preço dos combustíveis. Dessa forma, a Petrobras anuncia alta na gasolina e no diesel, ações despencaram.

A gasolina passa a custar R$ 4,06 o litro nas refinarias da estatal, e o diesel, R$ 5,61 o litro, uma alta de 5,2% e 14,2% respectivamente. Os preços valem a partir de hoje 18/06.

O dilema entre a Petrobras e os brasileiros

Não é de hoje que é discutido o dilema entre a Petrobras e os brasileiros.

Se por um lado, a Petrobras (Petr4/ Petr3), como empresa aberta, deve prestar esclarecimentos aos seus acionitas e buscar maximização de lucros. Por outro, como estatal, deveria servir como instrumento estratégico ou, pelo menos, auxiliar a população brasileira no quesito dos preços dos combustíveis nas bombas.

No entanto, dada a situação de hoje, a empresa serve mais como um encosto para agendas políticas do que uma empresa com os objetivos citados acima.

Continue lendo