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Educação Financeira

O que esperar das altas de juros hoje?

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Alta de Juros

Como dito pelos profissionais do mercado financeiro, hoje é dia da Super Quarta, saiba o que esperar das altas de juros.

O que é a Super Quarta?

Em primeiro lugar, a Super Quarta é quando ocorre as decisões monetárias pelo COPOM (Brasil) e pelo FOMC (EUA).

Nesse sentido, grupos de diretores, tanto do Banco Central Brasileiro quanto do Americano, se reúnem com o objetivo de sensibilizar as taxas de juros dos seus respectivos países para incentivar a economia ou para conter a inflação.

Em outras palavras, além de diversas dicas sobre como anda a economia local, estes grupos visam balancear anomalias do mercado por meio de decisões monetárias.

Em suma, investidores do mundo inteiro ficarão antenados nas falas e nas decisões dos diretores de cada instituição.

O que esperar das altas de juros hoje?

Tendo em vista todo cenário político-econômico mundial, o investidor precisa se atentar não só às decisões que serão tomadas sobre as possíveis altas nas taxas de juros, mas também nas falas sobre os principais fatores que guiam as economias do Brasil e dos EUA.

De acordo com as apostas do mercado, o Banco Central Brasileiro deverá subir as suas taxas de juros em 0,5 pontos percentuais. Isso quer dizer que a taxa de juros local deverá ser elevada de 12,75% para 13,25% ao ano.

É importante ressaltar que a decisão a ser tomada pelo Banco Central Americano deverá ter impacto na atuação dos brasileiros.

Em outras palavras, caso o FOMC (EUA) aumente suas taxas de juros em maior escala é provável que o COPOM (Brasil) siga o mesmo ritmo.

Do lado dos EUA, a grande maioria do mercado aposta em uma alta de 0,75 pontos percentuais na reunião a ser realizada hoje a tarde.

Por que os países estão subindo juros?

Podemos dizer que desde o início da crise do COVID, países ao redor do mundo abaixaram as suas taxas de juros de forma expressiva, com o objetivo de incentivar suas economias locais em uma época onde os mercados se encontravam estagnados.

Adicionalmente, também com o objetivo de estimular suas economias, diversos países injetaram recursos financeiros por meio de outros instrumentos financeiros.

Como consequência, quando muito dinheiro circula na economia gera-se alta nos preços de bens e produtos, a famosa inflação.

Sendo assim, esses comitês se agrupam para buscar uma forma de balancear o potencial crescimento dos seus países com a inflação gerada pelos estímulos dados nos anos anteriores.

Lembre-se dos movimentos tomados pelos EUA e Brasil nos últimos meses:

Diferente dos EUA, os brasileiros tem um histórico extremamente volátil entre crescimento da economia e inflação.

Sendo assim, por algumas experiências passadas, o COPOM (Brasil) iniciou sua alta de juros no início de 2021.

Hoje, com a inflação acumulada de mais 12% nos últimos 12 meses, o país segue com um risco de estagflação (quando ocorre alta inflação e baixo crescimento econômico).

Olhando o copo o meio cheio, podemos dizer que pelo fato do Brasil ter atuado antes em sua taxa de juro, é provável que a nossa inflação seja controlada antes da inflação dos EUA.

Em contrapartida, essa teoria pode ser contrariada por toda instabilidade fiscal e política do país.

Nesse sentido, investidores devem seguir cautelosos em relação aos seus investimentos, principalmente no que tange ativos de risco e rendas fixas IPCA+/ prefixadas.

Já nos EUA, integrantes do FED, persistiram por diversos meses que a inflação por lá seria transitória e, por isso, definiram apertar o ciclo monetário (subir juros) somente em 2022.

Mas o que esperar das altas de juros hoje em relação aos meus investimentos?

Como muitos economistas vieram alertando e divulgado no Mercado Hoje, com o excesso de estímulos que foram dados aos países nos últimos meses, ainda vivemos em um cenário de alta incerteza.

Se olharmos para o Ibovespa, no dia 14/06 obtivemos a oitava queda consecutiva do índice. O que pode ser traduzido pelas incertezas fiscais, políticas e econômicas do país.

Olhando para as bolsas americanas, o S&P 500 acumula uma perda de mais de 20% em 2022, o que pode ser considerado um “bear market” (mercado com tendência de queda).

Finalmente, de acordo com diversos especialistas do mercado, é hora dos investidores seguirem mais cautelosos com suas carteiras.

Em outras palavras, seguir com uma parcela maior de investimentos em renda fixa líquidos e pós fixados, pelo menos para um curto/ médio prazo, é a recomendação das principais casas do país.

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