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FGV aponta crescimento de 4,7% do PIB em 2021

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FGV indica aumento do PIB

O Monitor do PIB da FGV, emitido hoje (15/02) apontou crescimento de 4,7% do Produto Interno Bruto do Brasil em 2021. Segundo o informe, os maiores setores do país – agropecuária, indústria e serviços – apresentaram alta. Os crescimentos também são mensais e trimestrais. Estima-se que o PIB de 2021 seja de R$ 8.68 trilhões.

O principal crescimento foi no setor de serviços. Com o avanço da vacinação mais e mais prestadoras de serviço podem voltar a funcionar e aumentam a contratação. Setor teve crescimento de 4,7%, enquanto indústria teve de 4,4% e agropecuária, 0,6%.

Crescimento do PIB também impacta famílias

Com o aumento da contratação do setor de serviço, consumo de famílias também aumentou em 2021 quando comparado com 2020. Aumento foi de 3,4%, com destaque para o consumo de bens semi-duráveis (como roupas e calçados).

Gráfico de impacto do crescimento do PIB em famílias
Imagem de Reprodução – FGV

Em 2021 o número de vagas de emprego de carteira assinada criada esteve em torno de 2,7 mil em 2021. Número é superior ao de 2020, mas desemprego ainda é alto no país, com cerca de 11 milhões de desempregados. As condições de empregabilidade também são piores. Hélio Zylberstajn, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP), disse a CNN Brasil:

“Várias das vagas que estão surgindo agora — e que serão abertas no ano que vem — oferecem salários menores. A massa de rendimentos, ou seja, a renda média dos trabalhadores, vai continuar caindo como já vem caindo drasticamente em 2021. Atualmente, ela é 11,1% menor que no terceiro trimestre de 2020, segundo o IBGE”, conta ele em entrevista.

Importações e Exportações

O crescimento do PIB estimado pela FGV também leva em conta dados de importação e exportação. A importação apresentou aumento de 6,7% em 2021. O setor de serviços puxou o índice para baixo: com 1,7% de retração. A exportação, por outro lado, também cresceu. Os segmentos exportáveis que apresentaram maior crescimento foram bens de consumo semiduráveis (32,7%), bens de consumo duráveis (31,3%), bens de capital (23,0%) e serviços (16,4). Os únicos componentes que apontaram retração foram os produtos agropecuários (1,3%) e bens de consumo não duráveis (1,3%).

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