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Dúvidas dos Investidores: O que são títulos privados?

Títulos privados são investimentos em renda fixa emitidos por instituições privadas. Esses títulos podem ser tanto de instituições financeiras quanto de empresas.

Como outros ativos de renda fixa, um título privado é uma dívida de uma companhia privada que serve para financiar suas atividades, projetos e outros. Os títulos privados são também chamados de Crédito Privado e, como outras classes de renda fixa, podem se enquadrar como prefixados, pós-fixados e IPCA+.

Saiba a diferença entre pós-fixados, prefixados e IPCA+

Adicionalmente, títulos privados bancários, em sua maioria, possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de até 250 mil reais por instituição, podendo chegar até 1 milhão de reais se as aplicações forem realizadas em 4 instituições financeiras ou mais.

Os diferentes tipos de créditos privados

Existem diferentes tipos de créditos privados, e as mais utilizadas são:

  1. CDB – emissão bancária com proteção do FGC;
  2. LCI – emissão bancária isenta de imposto de renda com proteção do FGC;
  3. LCA – emissão bancária isenta de imposto de renda com proteção do FGC;
  4. LF – emissão bancária sem proteção do FGC;
  5. CRI – emissão corporativa isenta de imposto de renda sem proteção do FGC;
  6. CRI – emissão corporativa isenta de imposto de renda sem proteção do FGC;
  7. Debênture – emissão corporativa sem proteção do FGC;
  8. Debênture Incentivada – emissão corporativa isenta de imposto de renda sem proteção do FGC;

As emissões privadas emitidas por bancos são consideradas mais seguras pois, em sua maioria, são protegidas pelo FGC.

Apesar disso, antes de investir nesses ativos, é importante avaliar a saúde financeira da instituição que emite o título, porque caso o banco não honre com suas obrigações de pagamento, o FGC pode demorar mais de 3 meses para reembolsar o investidor.

O mesmo racional deve ser utilizado para as emissões corporativas, que não possuem a proteção do FGC.

Por tanto, antes de investir em títulos privados é essencial avaliar a capacidade financeira da instituição que emite a dívida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.