Mercado
Alelo benefícios pode ser vendido para a Ifood. Veja o valor
A Alelo benefícios, uma das maiores empresas brasileiras de cartões de vale-refeição e alimentação, está no centro de negociações que podem mudar o cenário do setor de benefícios corporativos no país.
De acordo com informações da imprensa , a plataforma de delivery iFood negocia a compra da Alelo por aproximadamente R$ 5 bilhões.
A operação, se concretizada, representará uma transformação significativa no mercado, unindo dois gigantes de setores complementares.
Alelo benefícios: um gigante do setor de vales no Brasil
Atualmente, a Alelo benefícios é controlada por dois dos maiores bancos do Brasil: Bradesco e Banco do Brasil.
A empresa é uma das líderes do setor de benefícios corporativos, como vale-refeição, vale-alimentação, combustível e mobilidade.
Com um histórico sólido e atuação nacional, a Alelo vem registrando crescimento expressivo nos últimos anos.
Em 2024, a Alelo alcançou uma receita líquida operacional de R$ 1,9 bilhão, demonstrando a relevância de sua atuação no mercado.
Ela integra um grupo seleto de quatro empresas que juntas dominam 85% do setor de cartões de benefícios no Brasil. Além dela, estão neste grupo Ticket (Edenred), Sodexo (Pluxee) e VR.
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iFood quer mais que delivery
Por outro lado, o iFood, pertencente ao grupo holandês Prosus, já possui participação no mercado de benefícios corporativos. A empresa atua com vales vinculados à alimentação dentro da sua própria plataforma.
Entretanto, uma eventual aquisição da Alelo pode colocar a empresa como líder no setor de benefícios, além de já ser dominante no mercado de entregas de refeições.
Além disso, a operação seria uma jogada estratégica para integrar ainda mais o ecossistema do iFood, possibilitando que os próprios cartões de vale-refeição sejam utilizados exclusivamente na plataforma.
Com isso, o iFood poderá se beneficiar da verticalização e criar uma vantagem competitiva frente aos concorrentes.
Bradesco e Banco do Brasil ainda não confirmaram proposta sobre Alelo benefícios
Apesar das informações divulgadas, Bradesco e Banco do Brasil afirmaram, por meio de comunicados ao mercado, que não receberam proposta formal até o momento.
Em nota, o Banco do Brasil disse que analisa constantemente seu portfólio de ativos, avaliando oportunidades estratégicas que possam gerar valor aos seus acionistas e à sociedade.
Por sua vez, o Bradesco reforçou que monitora continuamente oportunidades de negócios, incluindo aquisições e alienações de participações societárias.
Apesar do silêncio oficial, o mercado já especula sobre os possíveis desdobramentos dessa operação.
Impacto da aquisição no mercado de benefícios
Caso a venda da Alelo benefícios se concretize, o mercado brasileiro pode passar por uma reestruturação relevante.
Isso porque o iFood teria em mãos duas frentes altamente rentáveis: a de alimentação por delivery e a de cartões corporativos.
Essa integração pode gerar sinergias comerciais e permitir uma expansão agressiva da base de clientes da Alelo.
Além disso, o iFood poderia implementar novos modelos de fidelização, promoções exclusivas e condições especiais para quem utilizar os vales Alelo dentro da plataforma.
A empresa também teria mais controle sobre o fluxo de pagamentos e um maior poder de barganha com restaurantes parceiros.
Crescimento do setor impulsiona fusões e aquisições
Nos últimos anos, o mercado de benefícios corporativos tem se mostrado cada vez mais atrativo.
O avanço das fintechs e das plataformas digitais mudou o comportamento das empresas e dos trabalhadores.
Nesse cenário, grandes empresas buscam consolidar o setor por meio de fusões, aquisições ou parcerias estratégicas.
Além disso, com a reforma do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) em vigor desde 2023, que acabou com a obrigatoriedade de aceitação ampla dos cartões de benefícios, os emissores passaram a buscar novas formas de fidelização.
Essa mudança no marco regulatório também favoreceu o surgimento de novas iniciativas e aumentou a competitividade entre os players.
A força da Prosus na América Latina
A holding Prosus, dona do iFood, é um dos maiores grupos de investimento em tecnologia do mundo.
Ela pertence à sul-africana Naspers, que tem negócios espalhados por diversos países. Na América Latina, a Prosus tem investido fortemente em setores de mobilidade, alimentação, fintechs e educação.
Atualmente, o iFood representa uma das principais apostas do grupo na região. A empresa fechou o primeiro trimestre de 2025 com uma receita anual de US$ 1,3 bilhão, reforçando sua posição como líder absoluta no setor de entregas no Brasil.
Possíveis obstáculos para a concretização da venda da Alelo benefícios
Embora o interesse seja real, a concretização da venda da Alelo benefícios ainda enfrenta alguns obstáculos.
Primeiramente, trata-se de uma empresa controlada por dois bancos públicos e de grande porte, o que exige uma análise rigorosa e a aprovação de órgãos reguladores como o CADE.
Além disso, é necessário um alinhamento entre os interesses do Bradesco, do Banco do Brasil e da própria Alelo, que possui contratos com milhares de empresas em todo o país.
Outro ponto importante é o risco de concentração de mercado, já que a operação poderia aumentar ainda mais o domínio do iFood no setor de alimentação.
Como o consumidor pode ser afetado
Caso a aquisição seja concretizada, os usuários dos cartões Alelo benefícios podem sentir mudanças nos próximos anos.
Por exemplo, é possível que a empresa priorize o uso dos benefícios no ambiente digital e dentro da plataforma iFood. Com isso, os restaurantes parceiros do app seriam os principais beneficiados.
Por outro lado, há o risco de uma redução na aceitação dos cartões Alelo em outras redes de alimentação, o que pode afetar negativamente o consumidor final.
Portanto, será necessário observar como o iFood lidará com a questão da interoperabilidade dos cartões, que atualmente são amplamente aceitos em diversos estabelecimentos.
Expectativas para o mercado financeiro
Para os investidores, a possível venda da Alelo benefícios representa uma oportunidade de valorização dos papéis de empresas envolvidas.
Caso a transação se concretize, pode haver um impacto positivo nas ações do Bradesco (BBDC4) e do Banco do Brasil (BBAS3), que atualmente detêm a empresa.
Adicionalmente, o mercado vê com bons olhos o movimento estratégico do iFood, que poderá ampliar suas receitas e aumentar sua presença no mercado B2B. A transação também reforça a tendência de digitalização de serviços financeiros e corporativos.
Alelo benefícios e o futuro do setor de alimentação corporativa
A possível venda da Alelo benefícios para o iFood marca um momento de transição no setor de benefícios corporativos.
Se a operação for concluída, o mercado entrará em uma nova fase, em que tecnologia, logística e alimentação estarão mais conectadas do que nunca.
Nesse novo cenário, o desafio será garantir que os benefícios corporativos continuem sendo usados com ampla aceitação, diversidade de escolhas e vantagens reais para os usuários.
Além disso, será essencial acompanhar os impactos dessa transação sobre a concorrência e o equilíbrio de mercado.
Perguntas frequentes
Ainda não há confirmação oficial, mas as negociações estão em estágio avançado.
O valor estimado gira em torno de R$ 5 bilhões.
A empresa pertence ao Bradesco e ao Banco do Brasil.
Pode haver mudanças na rede de aceitação e promoções dentro do iFood.
Ainda não há prazo definido, pois depende de aprovações regulatórias e acordo entre os acionistas.