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Alelo benefícios pode ser vendido para a Ifood. Veja o valor

Filipe Andrade

Publicado

em

Alelo benefícios pode ser vendido para a Ifood. Veja o valor

A Alelo benefícios, uma das maiores empresas brasileiras de cartões de vale-refeição e alimentação, está no centro de negociações que podem mudar o cenário do setor de benefícios corporativos no país.

De acordo com informações da imprensa , a plataforma de delivery iFood negocia a compra da Alelo por aproximadamente R$ 5 bilhões.

A operação, se concretizada, representará uma transformação significativa no mercado, unindo dois gigantes de setores complementares.

Alelo benefícios: um gigante do setor de vales no Brasil

Atualmente, a Alelo benefícios é controlada por dois dos maiores bancos do Brasil: Bradesco e Banco do Brasil.

A empresa é uma das líderes do setor de benefícios corporativos, como vale-refeição, vale-alimentação, combustível e mobilidade.

Com um histórico sólido e atuação nacional, a Alelo vem registrando crescimento expressivo nos últimos anos.

Em 2024, a Alelo alcançou uma receita líquida operacional de R$ 1,9 bilhão, demonstrando a relevância de sua atuação no mercado.

Ela integra um grupo seleto de quatro empresas que juntas dominam 85% do setor de cartões de benefícios no Brasil. Além dela, estão neste grupo Ticket (Edenred), Sodexo (Pluxee) e VR.

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iFood quer mais que delivery

Por outro lado, o iFood, pertencente ao grupo holandês Prosus, já possui participação no mercado de benefícios corporativos. A empresa atua com vales vinculados à alimentação dentro da sua própria plataforma.

Entretanto, uma eventual aquisição da Alelo pode colocar a empresa como líder no setor de benefícios, além de já ser dominante no mercado de entregas de refeições.

Além disso, a operação seria uma jogada estratégica para integrar ainda mais o ecossistema do iFood, possibilitando que os próprios cartões de vale-refeição sejam utilizados exclusivamente na plataforma.

Com isso, o iFood poderá se beneficiar da verticalização e criar uma vantagem competitiva frente aos concorrentes.

Bradesco e Banco do Brasil ainda não confirmaram proposta sobre Alelo benefícios

Apesar das informações divulgadas, Bradesco e Banco do Brasil afirmaram, por meio de comunicados ao mercado, que não receberam proposta formal até o momento.

Em nota, o Banco do Brasil disse que analisa constantemente seu portfólio de ativos, avaliando oportunidades estratégicas que possam gerar valor aos seus acionistas e à sociedade.

Por sua vez, o Bradesco reforçou que monitora continuamente oportunidades de negócios, incluindo aquisições e alienações de participações societárias.

Apesar do silêncio oficial, o mercado já especula sobre os possíveis desdobramentos dessa operação.

Impacto da aquisição no mercado de benefícios

Caso a venda da Alelo benefícios se concretize, o mercado brasileiro pode passar por uma reestruturação relevante.

Isso porque o iFood teria em mãos duas frentes altamente rentáveis: a de alimentação por delivery e a de cartões corporativos.

Essa integração pode gerar sinergias comerciais e permitir uma expansão agressiva da base de clientes da Alelo.

Além disso, o iFood poderia implementar novos modelos de fidelização, promoções exclusivas e condições especiais para quem utilizar os vales Alelo dentro da plataforma.

A empresa também teria mais controle sobre o fluxo de pagamentos e um maior poder de barganha com restaurantes parceiros.

Crescimento do setor impulsiona fusões e aquisições

Nos últimos anos, o mercado de benefícios corporativos tem se mostrado cada vez mais atrativo.

O avanço das fintechs e das plataformas digitais mudou o comportamento das empresas e dos trabalhadores.

Nesse cenário, grandes empresas buscam consolidar o setor por meio de fusões, aquisições ou parcerias estratégicas.

Além disso, com a reforma do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) em vigor desde 2023, que acabou com a obrigatoriedade de aceitação ampla dos cartões de benefícios, os emissores passaram a buscar novas formas de fidelização.

Essa mudança no marco regulatório também favoreceu o surgimento de novas iniciativas e aumentou a competitividade entre os players.

A força da Prosus na América Latina

A holding Prosus, dona do iFood, é um dos maiores grupos de investimento em tecnologia do mundo.

Ela pertence à sul-africana Naspers, que tem negócios espalhados por diversos países. Na América Latina, a Prosus tem investido fortemente em setores de mobilidade, alimentação, fintechs e educação.

Atualmente, o iFood representa uma das principais apostas do grupo na região. A empresa fechou o primeiro trimestre de 2025 com uma receita anual de US$ 1,3 bilhão, reforçando sua posição como líder absoluta no setor de entregas no Brasil.

Possíveis obstáculos para a concretização da venda da Alelo benefícios

Embora o interesse seja real, a concretização da venda da Alelo benefícios ainda enfrenta alguns obstáculos.

Primeiramente, trata-se de uma empresa controlada por dois bancos públicos e de grande porte, o que exige uma análise rigorosa e a aprovação de órgãos reguladores como o CADE.

Além disso, é necessário um alinhamento entre os interesses do Bradesco, do Banco do Brasil e da própria Alelo, que possui contratos com milhares de empresas em todo o país.

Outro ponto importante é o risco de concentração de mercado, já que a operação poderia aumentar ainda mais o domínio do iFood no setor de alimentação.

Como o consumidor pode ser afetado

Caso a aquisição seja concretizada, os usuários dos cartões Alelo benefícios podem sentir mudanças nos próximos anos.

Por exemplo, é possível que a empresa priorize o uso dos benefícios no ambiente digital e dentro da plataforma iFood. Com isso, os restaurantes parceiros do app seriam os principais beneficiados.

Por outro lado, há o risco de uma redução na aceitação dos cartões Alelo em outras redes de alimentação, o que pode afetar negativamente o consumidor final.

Portanto, será necessário observar como o iFood lidará com a questão da interoperabilidade dos cartões, que atualmente são amplamente aceitos em diversos estabelecimentos.

Expectativas para o mercado financeiro

Para os investidores, a possível venda da Alelo benefícios representa uma oportunidade de valorização dos papéis de empresas envolvidas.

Caso a transação se concretize, pode haver um impacto positivo nas ações do Bradesco (BBDC4) e do Banco do Brasil (BBAS3), que atualmente detêm a empresa.

Adicionalmente, o mercado vê com bons olhos o movimento estratégico do iFood, que poderá ampliar suas receitas e aumentar sua presença no mercado B2B. A transação também reforça a tendência de digitalização de serviços financeiros e corporativos.

Alelo benefícios e o futuro do setor de alimentação corporativa

A possível venda da Alelo benefícios para o iFood marca um momento de transição no setor de benefícios corporativos.

Se a operação for concluída, o mercado entrará em uma nova fase, em que tecnologia, logística e alimentação estarão mais conectadas do que nunca.

Nesse novo cenário, o desafio será garantir que os benefícios corporativos continuem sendo usados com ampla aceitação, diversidade de escolhas e vantagens reais para os usuários.

Além disso, será essencial acompanhar os impactos dessa transação sobre a concorrência e o equilíbrio de mercado.

Perguntas frequentes

A Alelo benefícios realmente será vendida ao iFood?

Ainda não há confirmação oficial, mas as negociações estão em estágio avançado.

Qual é o valor estimado da venda?

O valor estimado gira em torno de R$ 5 bilhões.

Quem são os donos da Alelo hoje?

A empresa pertence ao Bradesco e ao Banco do Brasil.

O que muda para quem usa os cartões Alelo?

Pode haver mudanças na rede de aceitação e promoções dentro do iFood.

Quando a venda será concluída?

Ainda não há prazo definido, pois depende de aprovações regulatórias e acordo entre os acionistas.

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