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Educação Financeira

Como fazer um planejamento financeiro para ter um filho. Veja

Filipe Andrade

Publicado

em

Como fazer um planejamento financeiro para ter um filho. Veja

Saber como fazer um planejamento financeiro para ter um filho é importante antes mesmo da gravidez.

A estratégia ajuda a organizar despesas com parto, enxoval, saúde, alimentação e educação sem comprometer o orçamento familiar.

Além disso, não existe um valor único capaz de garantir tranquilidade financeira durante os 18 primeiros anos da criança.

O caminho, segundo a consultora financeira Paloma Andrade, é definir objetivos, prazos e aportes compatíveis com a realidade da família.

Como fazer um planejamento financeiro para ter um filho

Primeiramente, os pais precisam entender quanto entra e quanto sai do orçamento todos os meses. Esse diagnóstico mostra quanto dinheiro pode ser destinado à formação da reserva.

Depois, é importante separar as despesas previstas por período. Parto, enxoval e primeiros cuidados exigem dinheiro disponível em um prazo curto.

Por outro lado, educação e patrimônio permitem um horizonte maior. Dessa forma, o dinheiro pode ser investido de acordo com o prazo de cada objetivo.

“Essa busca por um ‘número mágico’ revela uma ansiedade comum. Ele não existe. O que existe é método: clareza de objetivos, prazo e consistência”, explica Paloma Andrade.

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Quanto custa criar um filho até os 18 anos?

Em uma simulação para uma família de classe média urbana com escola particular, o custo estimado chega a R$ 622.640 até os 18 anos.

O cálculo considera despesas como parto, enxoval, educação, saúde e alimentação. Na simulação, o parto representa R$ 8 mil, enquanto o enxoval fica em aproximadamente R$ 12 mil.

Dividido pelos 216 meses entre o nascimento e os 18 anos, o valor equivale a uma média de aproximadamente R$ 2.883 por mês.

No entanto, essa média não significa que a família gastará o mesmo valor todos os meses. Creche, escola e outras fases da infância podem concentrar despesas maiores.

Como se preparar financeiramente antes de ter um filho

Antes da chegada da criança, a família pode criar uma reserva específica para os primeiros gastos. Assim, despesas como parto e enxoval não precisam depender exclusivamente da renda mensal.

Além disso, antecipar o planejamento pode reduzir a pressão sobre o orçamento. Quanto maior o prazo para acumular recursos, menor tende a ser a necessidade de aportes mensais em uma simulação com rentabilidade positiva.

Em um exemplo apresentado pela consultora, acumular R$ 622.640 em 10 anos, considerando rentabilidade real de 3% ao ano, exigiria aproximadamente R$ 4.465 por mês.

Já em um prazo de 20 anos, o aporte mensal estimado cairia para cerca de R$ 1.905. Esses valores são apenas exemplos matemáticos. A rentabilidade dos investimentos pode variar e não há garantia de retorno.

Estratégia pode reduzir o impacto das despesas com creche

Outra possibilidade é não tentar acumular todo o custo projetado antes do nascimento. Nesse caso, a família pode criar uma reserva parcial para enfrentar os primeiros picos de despesas.

Na estratégia apresentada por Paloma, guardar 25% do plano de 20 anos durante cinco anos representaria um aporte aproximado de R$ 476 por mês.

Ao final do período, a simulação aponta para cerca de R$ 32 mil acumulados. O objetivo seria criar uma reserva capaz de reduzir o impacto financeiro de despesas maiores, como a creche.

Portanto, o planejamento não precisa começar com grandes aportes. A regularidade pode ser mais importante do que esperar uma condição financeira considerada perfeita.

Onde investir o dinheiro para a chegada de um filho?

O planejamento pode ser dividido em três períodos. Cada objetivo exige uma combinação diferente entre liquidez, segurança e possibilidade de retorno.

No curto prazo, entre 0 e 2 anos, a prioridade é ter dinheiro disponível e previsível. Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e fundos DI simples aparecem como alternativas citadas para essa finalidade.

No médio prazo, entre 2 e 5 anos, despesas como creche e saúde passam a exigir atenção à inflação. Nesse horizonte, a estratégia apresentada inclui títulos indexados ao IPCA e diversificação.

Por fim, no longo prazo, entre 6 e 18 anos, o foco pode ser a formação de uma reserva para educação.

Tesouro IPCA+, previdência privada e outros investimentos podem fazer parte da estratégia, de acordo com o perfil e os objetivos da família.

A escolha dos investimentos deve considerar prazo, liquidez, risco e capacidade financeira. Portanto, não existe uma carteira única adequada para todos os pais.

Seguro de vida também entra no planejamento familiar

Além de juntar dinheiro, a família precisa pensar em proteção financeira. O seguro de vida pode ajudar a preservar o planejamento caso ocorra um imprevisto com um dos responsáveis pela renda.

Segundo Paloma Andrade, essa proteção pode contribuir para manter o projeto educacional e patrimonial da família.

O produto também pode oferecer recursos para despesas relacionadas à sucessão, dependendo das condições contratadas.

Por isso, a cobertura deve ser analisada de acordo com a estrutura financeira e as responsabilidades da família.

Como fazer um planejamento financeiro para ter um filho sem apertar o orçamento?

O primeiro passo é calcular quanto realmente sobra todos os meses. Em seguida, a família pode separar objetivos de curto e longo prazo.

Uma estratégia possível é automatizar os aportes logo após o recebimento da renda. Assim, o investimento passa a fazer parte do orçamento antes que o dinheiro seja destinado a outras despesas.

Além disso, começar com um valor menor pode ser mais sustentável do que estabelecer uma meta elevada e abandonar os aportes depois.

Portanto, como fazer um planejamento financeiro para ter um filho envolve mais do que descobrir quanto custa criar uma criança.

O processo passa por organizar o orçamento, antecipar despesas, investir de acordo com os prazos e criar proteção contra imprevistos.

O objetivo é transformar uma preocupação futura em um plano financeiro acompanhado ao longo dos anos.

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