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Bolsa de valores

Mercado Hoje 02-02-2026: Saiba as principais notícias

Filipe Andrade

Publicado

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Mercado Hoje 02-02-2026: Saiba as principais notícias

Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 02-02-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities em baixa. ISM, PMIs são destaques nos EUA. Rebaixamos MYPK (-) a neutro. Prévia do 4T25: ALOS (+), AURA (+), BBAS (-), ITUB (+), KLBIN (-), LOGG (+), SUZB (-), VALE (+). Atualizamos nossas carteiras para fevereiro. Confira!

Fechamento dia anterior
Ibovespa: 181.363 (-0,97%)
S&P: 6.969 (-0,43%)
Dólar Futuro: R$5,29 (+1,21%)

Análise Técnica

O Ibovespa apresentou queda de 0,97% no último pregão, cotado a 181.363 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 186.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 164.400. O próximo fica na faixa de 157.300 pontos.

O Dólar Futuro apresentou alta de 1,21% no último pregão, cotado a 5.290,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio e curto prazo. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.130 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.070. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.310 e a segunda em 5.400.

Exterior

Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em baixa, com realização em ações de tecnologia, queda das commodities e redução de exposição a ativos de maior risco, num momento em que o mercado reavalia os valuations e expectativas de política monetária após a indicação de Kevin Warsh para comandar o Fed. Na agenda, destaque para ISM e PMI nos EUA. O petróleo cai com sinais de alívio nas tensões entre EUA e Irã e o minério de ferro apresenta baixa com PMIs de janeiro na China mostrando deterioração da atividade.

Doméstico

A Pesquisa Focus é destaque da agenda local. No campo político, o mercado doméstico poderia reagir à noticia de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estaria indicando Guilherme Mello para uma das diretorias do Banco Central.

Atualziações do Mercado Hoje 02-02-2026

Carteira Top 10 Ações

Estamos realizando um ajuste pontual em nossa carteira Top 10 Ações para fevereiro, retirando C&A e Telefônica Brasil e fazendo uma leve realocação de pesos. Continuamos construtivos em relação a ambos os nomes. No caso de C&A, entendemos que boa parte da deterioração esperada nos resultados do 4T25 já está refletida no preço, e a ação já recuperou parte da forte queda anterior.

Contudo, como o ciclo de cortes de juros deve começar apenas em março e, visando ao controle do beta da carteira, estamos abrindo espaço para Localiza, para a qual esperamos a continuidade de resultados sólidos, impulsionados por maiores tarifas e menor depreciação. Telefônica Brasil segue como nossa principal recomendação no setor, mas, no relativo, vemos TIM como mais atrativa no momento.

A ação teve um desempenho aquém do esperado e, como catalisador de curto prazo, acreditamos que o anúncio do plano estratégico deve contribuir positivamente para sua performance. Aproveitamos também a recente correção do ouro — que acumulava alta de 22% no ano, mas recuou 11% apenas no último pregão do mês — para aumentar levemente a exposição a Aura Minerals. Enxergamos a empresa com bom controle de custos, execução consistente e um sólido vetor de crescimento, fatores que devem sustentar entregas robustas mesmo com o ouro se movendo de forma lateral. Em relação a performance, a carteira apresentou valorização de 12,19% no mês de janeiro após uma alta de 33,98% em 2025.

Carteira Top 10 BDRs

Para fevereiro, realizamos apenas ajustes de peso em nossa carteira. Aumentamos marginalmente a posição em Goldman Sachs, estamos construtivos com o cenário para mercado de capitais global; Alphabet, pois esperamos bons resultados no trimestre e à frente, com ecossistema completo de soluções para IA, incluindo TPUs, infraestrutura e aplicações, além de não vermos no curto prazo uma desaceleração da ferramenta de busca; Visa, por acreditarmos que a recente queda abre uma oportunidade de aumentarmos a posição.

Vamos financiar o aumento das posições com uma redução em Netflix, continuamos positivos com a entrega operacional da companhia, mas a recente oferta de compra da Warner levou o mercado a questionar sua alocação de capital e os resultados de sinergias devem levar tempo para se materializarem, deixando a ação sem catalisadores de curto prazo. Em relação a performance, a carteira apresentou queda de 4,16% em janeiro, após uma alta de 6,09% em 2025.

Siderurgia e mineração

Atualizamos nossas projeções para 4T25 com revisões distintas entre as empresas: elevamos as estimativas para Aura e Vale, mantivemos para CSN e reduzimos para Gerdau, CBA e CMIN. Vemos Aura e Vale como destaques positivos, impulsionadas por maiores preços e volumes — no caso da Vale, de minério de ferro e metais básicos, e para a Aura, pelo avanço dos preços do ouro e aumento de embarques.

Entre os destaques negativos, CBA deve reportar resultados menores devido a menores volumes e maiores custos, apesar dos preços do alumínio mais altos; CMIN deve ser afetada por preços mais baixos de minério de ferro e menores embarques; e Usiminas deve apresentar queda devido ao desempenho mais fraco em aço, superando o ganho no segmento de mineração. Para Gerdau, esperamos retração em razão da queda sazonal de volumes e deterioração de margens no Brasil, enquanto CSN deve registrar redução nos segmentos de Aço, Mineração, Logística e Cimento, pressionando os resultados no trimestre.

Papel e celulose no Mercado Hoje 02-02-2026

Esperamos uma temporada de resultados fraca, afetada por fatores sazonais e maiores paradas de manutenção. Mantemos nossas estimativas para a Suzano, que deve apresentar leve piora trimestre a trimestre, já que menores embarques de celulose e papel, somados à valorização do real, devem mais do que compensar a redução de COGS/t e de despesas gerais, administrativas e com vendas.

Para a Klabin, projetamos queda nos resultados devido a menores embarques, menor receita por tonelada e aumento do custo caixa total em razão das paradas de manutenção em Ortigueira e Correia Pinto. Já a Dexco deve reportar desempenho mais fraco, pois a leve melhora em Wood — apoiada pela boa dinâmica do setor — deve ser anulada tanto pela sazonalidade negativa em Deca quanto por uma estratégia comercial mais agressiva no segmento de Tiles.

Shoppings e propriedades

Encerrando 2025, esperamos um trimestre pouco movimentado, mas com operadoras de shoppings ainda entregando números operacionais sólidos, incluindo crescimento de vendas em dígito médio no 4T, apesar do cenário macro mais desafiador e de uma Black Friday mais fraca. A menor inflação do IGP deve limitar a expansão das receitas de aluguel para cerca de 5% a/a, e, somada à alavancagem mais alta (1,7x–2,5x dívida líquida/EBITDA) e bases comparativas mais difíceis, deve resultar em uma contração média de ~6% a/a do AFFOPS.

A Allos deve novamente ser o destaque positivo, com crescimento de ~6% a/a do AFFOPS, apoiada pela menor alavancagem e por recompras de ações. Em contrapartida, Multiplan e Iguatemi devem registrar uma queda média de ~12% a/a do AFFOPS, afetadas pelo volume elevado de venda de terrenos no 4T24. Fora do setor de shoppings, a Log CP deve manter indicadores operacionais fortes, impulsionados por aluguéis mais altos (renegociação de contratos antigos) e menor vacância; com bases mais fáceis, isso deve levar a um crescimento de 84% no lucro líquido.

Iochpe Maxion

A companhia teve o preço alvo reduzido para BRL 12,50 e a recomendação foi rebaixada para Neutro, refletindo menor potencial de alta e desafios operacionais. A revisão incorpora demanda mais fraca nos EUA e no Brasil, que pressionam margens e atrasam a desalavancagem, além da apreciação do real, que reduz o crescimento da receita internacional.

Para 2026, a projeção de receita caiu 8,5%, a margem EBITDA foi ajustada para 10,3% e a alavancagem deve chegar a 2,4x ND/EBITDA. O ambiente externo segue desfavorável, com queda prevista na demanda norte americana por veículos pesados, enquanto no Brasil o mix mais forte em veículos leves e o real valorizado devem manter a rentabilidade sob pressão.

Bancos

Esperamos que o foco dos investidores se volte para o guidance de 2026, mas ainda não está claro como os bancos estão avaliando o cenário atual. O consumo das famílias vem perdendo força e o crescimento do crédito ao consumidor deve depender mais do consignado privado. Embora NPLs e custo de risco (ex BB) sigam comportados, a qualidade dos ativos é um ponto de atenção para 2026.

Após um 2025 resiliente, com crescimento da carteira acima de 10% a/a, a Febraban agora projeta ~8% a/a para 2026, sugerindo guidances mais conservadores. Mantemos visão construtiva para o Itaú, cuja resiliência segue central na tese, embora a despesa operacional seja um ponto a monitorar, dado o ritmo elevado de despesas de tecnologia e transacionais. No Bradesco, apesar da receita seguir saudável, esperamos postura mais conservadora em custo de risco e despesas, como parte do processo gradual para sustentar ROEs mais altos no futuro. Já para o BBAS, após sucessivas revisões do guidance em 2025, vemos pouca margem para expectativas fortes em 2026 e seguimos cautelosos com a carteira rural.

Outras informações do Mercado Hoje 02-02-2026

Commodities
Petróleo apresenta queda (US$66,2/b; -4,5%)
Minério de ferro registra queda (US$ 102,65/t; -1,10%)

Agenda do Mercado Hoje 02-02-2026
10:00 – Brasil – PPI de Manufatura
11:45 – EUA – PPI de Manufatura
12:00 – EUA – Índice ISM de Manufatura

Empresas
Vale: Ministério Público Federal pede bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale por extravasamento em mina
Bancos: Um dos últimos bancos regionais brasileiros está sob pressão à medida que o regulador estima que transações ligadas ao Banco Master deixaram um rombo equivalente a R$ 5 bilhões em seu balanço; BRB ficou com ativos de baixa qualidade após trocar carteiras de crédito compradas do Master, disse o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, à Polícia Federal em depoimento realizado no dia 30 de dezembro
Copasa: Empresa convoca AGE para deliberar reforma estatuto para privatização
Invepar: Companhia encerra acordo de standstill com credores

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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

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