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Mercado Hoje 17-12-2025: Saiba as principais notícias
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 17-12-2025 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e Commodities em alta. Petróleo sobe com bloqueio na Venezuela. Atualizamos e rebaixamos CMIN (-) a venda e elevamos CSNA (+) a neutro. Atualizamos estimativas e mantemos compra em VBBR (+) e B3SA (+). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 158.578 (-2,40%)
S&P: 6.800 (-0,24%)
Dólar Futuro: R$5,53 (-1,77%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou queda de 2,40% no último pregão, cotado a 158.577 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e neutra no curto. A primeira resistência fica em 164.700 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 154.600. O próximo fica na faixa de 146.500 pontos.
O Dólar Futuro apresentou alta de 1,77%, cotado a 5.528 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e neutra no curto. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.330 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.265. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.635 e a segunda em 5.845.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA negociam em alta com empresas de energia entre as melhores performances. O petróleo opera em alta após ordem de Donald Trump de bloqueio total da entrada e saída de petroleiros sancionados da Venezuela, enquanto elevou o risco geopolítico ao designar o regime de Nicolás Maduro como organização terrorista estrangeira. O minério de ferro sobe, mesmo com sinais de fraqueza na demanda por aço na China.
Doméstico
A Câmara aprovou projeto que reduz em 10% os benefícios fiscais federais de diversos setores e aumenta a tributação de bets e fintechs e o Senado pode votar a dosimetria, projeto que modifica regras de cumprimento de prisão ocasionada por diversos crimes, e reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe de estado.
Atualizações do Mercado Hoje 17-12-2025
Siderurgia e mineração
CSN pode apresentar um momento mais favorável na Bolsa, apesar do histórico de fraco FCF até 2029, à medida que um processo mais claro de desalavancagem ganha tração — ainda que sua efetivação dependa de execução consistente. Margens de aço podem melhorar em 2026 com preços mais fortes e desempenho sólido de Cimento e Logística, enquanto riscos de liquidez tendem a diminuir caso avance a venda da fatia na MRS e a rolagem da dívida.
Já CMIN deve enfrentar um momento menos favorável: após se beneficiar dos preços de minério em 2025, a estabilização esperada para 2026 deve levar a um EBITDA menor e maior pressão financeira devido à compra da participação na MRS e ao ramp-up de capex, com risco adicional de sobreoferta de ações pela venda de 53 milhões de ações em tesouraria. Assim, CSN foi elevada para Neutro, com novo preço-alvo de R$ 11,30 para 2026, enquanto CMIN foi rebaixada para Venda, com preço-alvo de R$ 5,80, refletindo menor potencial de valorização e pior momentum relativo.
Vibra Energia
Vibra ainda tem potencial de valorização, mas isso depende de sua capacidade de capturar volumes hoje concentrados em players não conformes — estimados em cerca de 18% do mercado total de diesel, gasolina e etanol. Se a companhia conquistar 25% desse volume ao longo dos próximos cinco anos, o preço‑alvo sobe para R$ 35 por ação, sustentando a recomendação de Compra. A tese também se apoia na expansão da rede de postos bandeirados, que registrou em 2025 seu maior crescimento em cinco anos, e em um pipeline robusto para 2026, reforçando a perspectiva de volumes maiores.
A atualização das estimativas incorpora margens levemente menores, crescimento de volumes acima do PIB (1,2x) e um cenário mais desafiador para a Comerc devido aos eventos de curtailment, mas ainda assim aponta para EBITDA ajustado de R$ 7,4 bilhões em 2026 e R$ 8,0 bilhões em 2027, com FCF yield médio de 14% e 16%. Essa geração de caixa deve sustentar rápida desalavancagem — de 2,7x em 3T25 para 2,1x em 2026 e 1,5x em 2027 — permitindo que a Vibra volte a pagar dividendos acima do payout mínimo, possivelmente alcançando yield de dois dígitos em 2027.
Embora a maior fiscalização governamental seja um vetor positivo, ela ainda não se refletiu nas estimativas de consenso, abrindo espaço para revisões para cima. A empresa mantém disciplina comercial e vê nos lubrificantes um importante pilar de margens elevadas, enquanto riscos relevantes incluem mudanças regulatórias, concorrência desleal, impacto do fim da marca BR e incertezas operacionais da Comerc.
Petrobras
A Petrobras anunciou a formação de uma parceria estratégica em energia renovável onshore por meio da aquisição de 49,99% das subsidiárias da Lightsource bp no Brasil, com gestão compartilhada entre as duas empresas. A companhia afirmou que o valor da transação não é materialmente relevante, e, dado que sua entrada no segmento de geração solar já era amplamente esperada, o impacto no preço das ações deve ser neutro.
A joint venture atuará no desenvolvimento de novos projetos renováveis e reforçará a presença de ambas no mercado brasileiro, alinhada à estratégia da Petrobras de diversificar seu portfólio. A operação inclui um pipeline de 1–1,5 GW em estágios avançados de desenvolvimento, além de ativos em fase inicial — entre eles, a usina solar Milagres, no Ceará, em operação desde 2023 com 212 MWp de capacidade instalada — e ainda depende das aprovações regulatórias usuais para ser concluída.
B3 no Mercado Hoje 17-12-2025
No Investor Day, a B3 adotou um tom mais construtivo ao separar seus negócios em duas frentes — cíclica e recorrente — e sinalizar maior otimismo com a parte cíclica do que nos últimos anos. A administração reconheceu a incerteza macro, mas reforçou que está focada em executar o que está sob seu controle para capturar oportunidades de crescimento, sem descartar a possibilidade de uma abertura de janela para IPOs já no próximo ano. Em cenários favoráveis, a B3 vê potencial para que os volumes de ações alcancem ~R$ 35 bilhões, chegando a R$ 50–70 bilhões em um bull market mais intenso, além de um ambiente competitivo e regulatório mais benigno.
Nas projeções revisadas, a companhia mantém praticamente estável a receita líquida estimada para 2026, com leve ajuste negativo em derivativos e ADTV de R$ 30 bi em 2026 e R$ 34 bi em 2027, mais conservador do que as sensibilidades apresentadas. As despesas seguem alinhadas ao guidance, mas a taxa efetiva de imposto mais alta reduz o lucro líquido estimado em 4%, para R$ 5,2 bilhões. Entre os principais riscos, destacam‑se a desaceleração dos vetores de receita, deterioração macroeconômica, concorrência emergente e eventuais desfechos desfavoráveis em disputas legais. Temos recomendação de Compra com Preço Alvo de R$ 17,00/ação.
Utilidades básicas
O governador de São Paulo, o prefeito da capital e o Ministro de Minas e Energia anunciaram em 16 de dezembro o início do processo para encerrar a concessão da Enel SP, válida até julho de 2028, após análises técnicas da Aneel e pareceres do TCU apontarem falhas relevantes nos indicadores de qualidade, o que poderia impedir sua renovação antecipada.
Apesar do anúncio político, vemos o encerramento como um processo altamente complexo, sujeito a meses de negociações e possível disputa jurídica. Caso o governo federal avance e opte por exigir mudança de controle, empresas como CPFL, Energisa e Equatorial poderiam se interessar pela concessão, embora o valor final dependa de múltiplas variáveis — contingências, necessidade de investimentos para melhoria operacional e eventuais penalidades.
Iguatemi
Durante a visita ao empreendimento Casa Figueira, em Campinas, a Iguatemi ressaltou o andamento das obras, os fundamentos econômicos do projeto e sua importância estratégica de longo prazo para o Iguatemi Campinas. Apesar do horizonte estendido — um masterplan de 20 a 25 anos — o projeto reforça a capacidade da companhia de monetizar terrenos e ampliar o perfil de uso misto do seu maior ativo.
O bairro, desenvolvido em um terreno de 1,8 milhão m² da Fundação FEAC, contempla 66 lotes urbanos nas fases 1 e 2, com infraestrutura prevista para conclusão até 1S26 e potencial de alcançar R$ 10 bilhões em PSV. Os lotes são vendidos diretamente a incorporadoras via swaps financeiros equivalentes a 15%–20% do PSV, com modelo comercial rígido e previsão de venda de 4–5 lotes por ano; dos 12 lotes iniciais, dois já foram vendidos e cinco estão em negociação avançada.
Com capex total estimado em R$ 250 milhões (70% já gasto) e participação de 25%, a Iguatemi deve gerar cerca de R$ 450 milhões em receitas ao longo de 20 anos, com lançamentos iniciais acima de R$ 15 mil/m². O projeto também fortalece o ecossistema do Iguatemi Campinas — seu maior ativo, com 73 mil m² de ABL — ao criar um boulevard integrado de uso misto e incorporar novas torres residenciais, comerciais e um edifício corporativo Triple A, cuja construção começa em 2026 e entrega prevista para 1S28, adicionando densidade, fluxo e sinergias estruturais ao ativo; mantemos recomendação Outperform, amparada por um FFO yield de 10,2%.
Outras informações do Mercado Hoje 17-12-2025
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 59,76/b; +2,00%)
Minério de ferro registra alta (US$ 103,55/t; +0,98%)
Agenda do Mercado Hoje 17-12-2025
09:00 – EUA – Pedidos de hipoteca
Empresas
Petrobras: Estatal confirma parceria em renováveis com a BP no Brasil
Movida: Empresa aprova JCP de R$ 255 mi e planeja aumento de capital
Tim Brasil: Companhia aprova proventos de R$ 2,2 bilhões
Allos: Empresa aprova dividendo de R$ 438 mi em três parcelas iguais
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.