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Qual a renda para financiar imóvel em BH. Saiba os valores

Atualmente, saber qual a renda para financiar imóvel em Belo Horizonte se tornou uma das principais dúvidas de quem sonha com a casa própria.

Diante disso, o cenário econômico exige atenção redobrada. Com a taxa Selic mantida em 15%, o maior patamar desde 2006, o crédito imobiliário ficou mais caro.

Como resultado, o valor das parcelas aumentou e a renda mínima exigida pelos bancos subiu de forma significativa.

Além disso, uma pesquisa recente analisou dados de ITBI, que registram as transações imobiliárias na capital mineira.

Ao mesmo tempo, o levantamento considerou as condições médias de financiamento oferecidas por grandes bancos.

Entre eles, Bradesco, Itaú e Santander. Assim, foi possível estimar quanto é preciso ganhar para financiar um imóvel nos bairros mais negociados de BH.

Como a taxa Selic influencia no financiamento imobiliário

Primeiramente, a Selic serve como referência para o custo do crédito no Brasil. Quando ela sobe, os juros cobrados pelos bancos também aumentam. Dessa forma, o financiamento imobiliário fica mais caro e menos acessível.

Além disso, parcelas mais altas exigem uma renda maior para aprovação do crédito. Geralmente, os bancos permitem que a prestação comprometa até 30% da renda familiar bruta. Portanto, quanto maior o valor do imóvel, maior precisa ser a renda mensal comprovada.

Por outro lado, esse cenário impacta diretamente quem busca imóveis em bairros valorizados. Em regiões nobres de Belo Horizonte, o valor médio das transações supera facilmente R$ 1 milhão. Consequentemente, a renda mínima exigida pode ultrapassar R$ 40 mil mensais.

Qual a renda para financiar imóvel nos bairros mais negociados de BH

De acordo com a pesquisa, o bairro Buritis, na região Oeste, liderou o número de transações. O preço médio dos imóveis foi de R$ 689 mil.

Nesse contexto, a renda mínima necessária para financiar ficou em R$ 22,1 mil, com parcela inicial de aproximadamente R$ 6.134.

Logo atrás, aparecem bairros como Castelo, Boa Viagem e Lourdes. Em Boa Viagem, por exemplo, o valor médio dos imóveis chegou a R$ 1,27 milhão. Assim, a renda exigida para o financiamento ficou em torno de R$ 40,8 mil.

Enquanto isso, o bairro Lourdes apresentou um dos maiores valores. Com imóveis acima de R$ 1,6 milhão, a renda mínima estimada foi de R$ 51,2 mil. Esse dado reforça como a localização pesa diretamente na análise de crédito.

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Bairros com menor renda exigida para financiamento imobiliário

Por outro lado, nem todos os bairros exigem rendas tão elevadas. Entre os 20 mais negociados, o Camargos apresentou a menor exigência.

O preço médio dos imóveis ficou em R$ 229,4 mil. Nesse caso, a renda mínima necessária foi de R$ 7.420, com parcela inicial próxima de R$ 2.042.

Além disso, bairros como Santa Terezinha, Centro e Santa Amélia também aparecem como opções mais acessíveis. No Centro, por exemplo, o valor médio foi de R$ 368,7 mil, exigindo renda em torno de R$ 11,8 mil.

Portanto, quem possui renda mais baixa ainda encontra oportunidades em regiões bem localizadas. No entanto, é fundamental avaliar infraestrutura, segurança e valorização futura antes da compra.

Diferença de renda para financiar imóvel entre regiões de BH

Em primeiro lugar, as regiões Centro-Sul e Oeste concentram imóveis mais valorizados. Nessas áreas, a renda exigida costuma ser maior.

Bairros como Savassi, Sion, Serra e Santo Agostinho ultrapassam facilmente a faixa de R$ 30 mil de renda mínima.

Enquanto isso, regiões mais afastadas ou com perfil residencial tradicional apresentam custos menores.

É o caso de Palmeiras, Padre Eustáquio e Nova Suíça. Nessas localidades, a renda mínima varia entre R$ 14 mil e R$ 16,5 mil.

Assim, a escolha do bairro influencia diretamente no planejamento financeiro. Avaliar essa diferença ajuda a evitar endividamento excessivo e frustrações durante a aprovação do crédito.

O que os bancos analisam além da renda mensal

Além da renda, os bancos avaliam outros critérios importantes. Primeiramente, eles analisam o histórico de crédito do comprador. Restrições no CPF podem dificultar ou até impedir a aprovação.

Em seguida, o valor da entrada faz grande diferença. Quanto maior o valor pago à vista, menor será o montante financiado. Dessa forma, as parcelas ficam mais baixas e a renda exigida diminui.

Outro ponto relevante envolve o prazo do financiamento. Prazos mais longos reduzem o valor da parcela.

No entanto, aumentam o custo total do imóvel ao longo dos anos. Por isso, planejamento é essencial.

Qual a renda para financiar imóvel e como se planejar melhor

Por fim, entender qual a renda para financiar imóvel é fundamental para quem deseja comprar um imóvel em Belo Horizonte.

Antes de fechar negócio, é essencial simular o financiamento em diferentes bancos. Além disso, comparar taxas, prazos e valores de entrada ajuda a encontrar a melhor condição.

Ao mesmo tempo, organizar o orçamento familiar evita comprometer mais de 30% da renda mensal.

Esse cuidado garante mais tranquilidade financeira ao longo do financiamento. Portanto, informação e planejamento caminham juntos na realização do sonho da casa própria.

Perguntas frequentes

Qual a renda mínima para financiar um imóvel em Belo Horizonte?

A renda mínima varia conforme o bairro e o valor do imóvel. Em BH, ela pode começar em cerca de R$ 7.400 em regiões mais acessíveis, como Camargos, e ultrapassar R$ 50 mil em bairros valorizados, como Lourdes.

Quanto da renda pode ser comprometida no financiamento imobiliário?

Os bancos normalmente permitem que até 30% da renda familiar bruta seja comprometida com a parcela do financiamento, o que influencia diretamente no valor máximo do imóvel aprovado.

A taxa Selic alta dificulta o financiamento de imóveis?

Sim, a Selic elevada aumenta os juros do crédito imobiliário, encarece as parcelas e eleva a renda mínima exigida pelos bancos para aprovação do financiamento.

Qual bairro de BH exige menor renda para financiar um imóvel?

Entre os bairros com mais transações, Camargos apresentou a menor exigência de renda, com imóveis de valor médio mais baixo e parcelas iniciais mais acessíveis.

Além da renda, o que os bancos analisam para liberar o financiamento?

As instituições também avaliam o histórico de crédito, o valor da entrada, o prazo do financiamento e a capacidade de pagamento do comprador ao longo do contrato.

Filipe Andrade

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