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Mercado Hoje 16-12-2025: Saiba as principais notícias
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 16-12-2025 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em baixa. Commodities mistas. Payroll e ata do Copom são destaques. Atualizamos e mantemos Compra em FLRY (+). Feedback da reunião com o Ministro dos Transportes. Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 162.481 (+1,07%)
S&P: 6.817 (-0,16%)
Dólar Futuro: R$5,43 (+0,05%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 1,07% no último pregão, cotado a 162.481 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 164.700 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 154.600. O próximo fica na faixa de 146.500 pontos.
O Dólar Futuro apresentou leve alta de 0,05%, cotado a 5.432 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e neutra no curto. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.330 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.265. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.500 e a segunda em 5.635.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA negociam em baixa antes do anúncio de dado do mercado de trabalho, que será divulgado às 10:30h e poderia mostrar a criação de 50 mil vagas e uma taxa de desemprego de 4,5%. Também serão divulgados ADP, vendas no varejo e PMI. Tecnologia opera sob pressão com um movimento de rotação para outros setores. O petróleo cai com sinais de oferta superando a demanda e o minério de ferro sobe.
Doméstico
A ata do Copom é o destaque da agenda local e deve ajustar as expectativas do mercado após decisão do Copom que manteve a Selic em 15%. Ontem, os juros futuros caíram com o IBC-Br fraco confirmando a moderação da atividade.
Atualizações do Mercado Hoje 16-12-2025
Siderurgia e mineração
As importações de aço plano e longo recuaram na segunda semana de dezembro na comparação semanal, mas ambos os volumes seguiram acima dos registrados no mesmo período do ano anterior. As exportações de aço plano e longo aumentaram na semana e permaneceram bem acima dos níveis de 2024.
No minério de ferro, as exportações cresceram semana a semana e continuaram superiores às do mesmo período do ano passado. No segmento de celulose e papel, as exportações de celulose caíram na semana, mas seguiram acima do nível de um ano atrás, enquanto as importações de papel avançaram e permaneceram muito acima do patamar típico dos últimos anos.
Farmácias
O índice IPM H de novembro de 2025 registrou queda de 1,1% no consolidado, com retração também nos preços de imunoterápicos, vacinas e antialérgicos ( 1,3% m/m), categoria que inclui a imunoglobulina—importante para a Blau—enquanto medicamentos do sistema geniturinário subiram 0,5%. No acumulado do ano até novembro, os preços consolidados ainda caem 0,6%, refletindo um ambiente desafiador no mercado institucional.
Para a Blau, porém, os dados apontam recuperação: preços de imunoterápicos, vacinas e antialérgicos sobem 9,5% no ano (impulsionados por vendas elevadas de vacinas em abril) e os de medicamentos do sistema geniturinário avançam 4,2% no ano. Em síntese, os preços das moléculas-chave da companhia mostram melhora, mas a visão sobre margens de longo prazo permanece cautelosa devido às limitações de capacidade que devem pesar nos próximos trimestres.
Fleury no Mercado Hoje 16-12-2025
Fleury apresenta um perfil defensivo com baixo risco de execução, combinando crescimento moderado, dividend yield próximo de 7% em 2026 e expansão estimada de ~7% do lucro por ação nos próximos cinco anos, sustentado por margens estáveis, alto ROIC, baixa alavancagem e potencial de M&A.
Apesar do início fraco em 2025, a companhia mostra aceleração a partir do 3T25 e deve se beneficiar de melhor sazonalidade no 4T25, com perspectiva de crescimento de receita em dígito alto, apoiada por repasse parcial do IPCA e aumento de volumes. O mix migra gradualmente da marca premium para negócios regionais, B2B e New Links, com margens menores, mas ainda rentáveis.
Para 2026, efeitos de calendário—incluindo mais feriados e a Copa do Mundo—devem gerar ruído trimestral, sem alterar a demanda subjacente. As margens tendem a permanecer estáveis (25%–26%), pressionadas por mix, maior depreciação e custos de ocupação, parcialmente compensados por ganho de eficiência. Investimentos devem se manter em 5%–6% da receita, com foco em digitalização, enquanto M&A segue seletivo. Apesar da leitura construtiva, permanecem riscos ligados à manutenção de margens, concorrência e ambiente macroeconômico. Temos recomendação de compra e preço-alvo atualizado de R$19,0/ação.
Transportes
A reunião com o Ministério dos Transportes destacou que o setor de infraestrutura rodoviária vive um ciclo de aceleração, com calendário de leilões mais intenso, regras mais claras e uma matriz de alocação de riscos modernizada, o que deve sustentar um volume robusto de projetos em 2026 — incluindo 13 leilões e potencial de R$ 149 bilhões em investimentos.
A regulação tem avançado sem perspectiva de mudanças estruturais no curto prazo, embora ajustes como adoção de free flow e exigência de conectividade nas rodovias devam entrar nos editais de 2026, enquanto transformações mais profundas — como novas dinâmicas de precificação e processos digitais — devem ocorrer a partir de 2027. Apesar da forte demanda por materiais e serviços, o risco de gargalos é considerado administrável, dada a coordenação com concessionárias e construtoras e o surgimento de novas parcerias no setor; ainda assim, a capacidade limitada de empreiteiras aptas a executar obras altamente complexas pode tornar-se um ponto de atenção no médio prazo.
Braskem
A Braskem informou que o fundo Shine I FIDC, assessorado pela IG4, adquiriu todos os créditos detidos por bancos contra a Novonor que estavam lastreados em ações da Braskem e firmou um acordo de exclusividade de 60 dias com a Novonor para negociar uma potencial operação.
O plano em discussão prevê que um fundo assessorado pela IG4 passe a deter 50,1% do capital votante da Braskem (34,3% do capital total), usando parte desses créditos, enquanto a Novonor manteria 4% do capital total (estimados como 9,2% das ações preferenciais). Ainda não há detalhes sobre a parcela dos créditos que será usada na transferência, a estrutura e o preço da transação, a possibilidade de gatilho de tag along para minoritários ou o eventual exercício do direito de preferência da Petrobras.
Caso o acordo seja concluído e aprovado, o movimento tende a ser positivo, pois reforça a busca por uma direção estratégica mais clara para a Braskem e pode até abrir espaço para um aumento de capital; além disso, a Petrobras poderia ampliar sua influência na gestão caso um novo acordo de acionistas seja firmado com o novo sócio.
Casas Bahia no Mercado Hoje 16-12-2025
A BHIA comunicou que seu Conselho aprovou a 11ª emissão de debêntures, totalizando R$ 3,95 bilhões distribuídos em quatro séries — duas sem conversão em ações e duas conversíveis — com o objetivo principal de substituir integralmente os títulos da 10ª emissão. A reestruturação prevê que a 1ª série da 10ª emissão (R$ 1,9 bi) seja totalmente convertida em ações, enquanto a 3ª série (R$ 1,4 bi) poderá ser convertida integralmente em equity ou parcialmente migrar para novas debêntures com descontos relevantes.
Caso toda a dívida seja convertida em ações, a alavancagem cairia de 1,9x para 0,4x, reduzindo a dívida líquida em R$ 3,3 bilhões e as despesas financeiras em cerca de R$ 650 milhões ao ano, porém com diluição significativa de 58%. Se a 3ª série não for totalmente convertida, a alavancagem recuaria para 0,6x, com redução de dívida de R$ 2,8 bilhões e economia anual de R$ 540 milhões, implicando diluição de aproximadamente 44%. Apesar do avanço na desalavancagem, o processo ocorre novamente às custas dos acionistas, motivo pelo qual a recomendação permanece de venda.
Rede D’or
A Rede D’Or anunciou uma distribuição excepcional de R$ 8,1 bilhões aos acionistas — equivalente a um dividend yield de 8,2% — dividida entre dois pagamentos de dividendos e um de juros sobre capital próprio, totalizando R$ 3,6811 por ação. A companhia está distribuindo praticamente todo o lucro do ano somado às reservas, aproveitando a isenção de dividendos ainda vigente em 2025.
Vemos o anúncio como altamente positivo, pois demonstra confiança na forte geração de caixa e na solidez do balanço, permitindo remunerar o acionista sem comprometer a capacidade de financiar crescimento. Mesmo após o pagamento, a alavancagem líquida deve permanecer confortável, em 2,3x EBITDA, dentro do intervalo considerado adequado pela gestão (2,0x–2,5x). Como o movimento reforça a tese de retornos mais atraentes ao acionista ao longo do tempo, mantemos nossa recomendação de compra.
Tenda
No Investor Day de 12 de dezembro, a Tenda destacou a recuperação da rentabilidade impulsionada pelo ambiente favorável do MCMV e pelo avanço na reestruturação da Alea, além de divulgar sua orientação oficial para 2026.
A companhia vem elevando eficiência por meio da industrialização — adicionando módulos como áreas de lazer e vagas de garagem — já presente em 30% dos lançamentos de 2025 e estimada para alcançar 50% em 2026, elevando o tíquete médio sem aumentar complexidade. Seu modelo industrializado também mitiga pressões de custos diante da escassez de mão de obra, mantendo inflação interna (4,3% YTD até outubro) abaixo do INCC.
A estratégia contempla um mix equilibrado entre os diferentes Tiers do MCMV e expansão condicionada sobretudo ao ritmo de aquisição e aprovação de terrenos, e não à demanda. Na Alea, o foco está em estabilização operacional com menor produção no curto prazo, internalização completa da construção até 2T26 e expectativa de queimar R$ 60–80 milhões em 2026 antes de atingir o breakeven em 2027. Para 2026, a Tenda projeta R$ 5,0–5,5 bilhões em vendas líquidas, EBITDA de R$ 950 milhões a R$ 1,05 bilhão e lucro líquido entre R$ 520–600 milhões, com estimativas de mercado levemente abaixo no EBITDA e mais cautelosas no lucro devido a pressupostos financeiros mais conservadores.
Alimentos e bebidas
Os volumes de carne de frango arrefeceram na semana, mas os preços reagiram, sustentando a melhora dos spreads de exportação observada recentemente. Dados preliminares da segunda semana de dezembro da Secex mostram uma acomodação nos volumes — especialmente em frango e bovinos — após um início de mês muito forte, enquanto a carne suína manteve boa resiliência.
Apesar de o preço médio do frango no mês ainda estar ligeiramente abaixo do mês anterior, a combinação entre a recente alta semanal e custos de ração favoráveis aponta para continuidade na recuperação dos spreads. No boi, preços de exportação mais firmes que os preços do gado também sustentam uma leve melhora nas margens, mesmo com menor volume. Adiante, frango e suíno devem ter vento a favor no COGS, beneficiando empresas como MBRF3 e JBS.
Outras informações do Mercado Hoje 16-12-2025
Commodities
Petróleo apresenta queda (US$ 59,32/b; -1,40%)
Minério de ferro registra alta (US$ 102,65/t; +1,10%)
Agenda do Mercado Hoje 16-12-2025
08:00 – Brasil – IPC-S
10:30 – EUA – Variação Nonfarm Payroll
10:30 – EUA – Taxa de desemprego
11:00 – EUA – Avanço das Vendas do Varejo
11:45 – EUA – PMI de Manufatura
Empresas
Petrobras: Estatal diz que analisará termos de acordo sobre Braskem
Cosan: vende quase 5% da Rumo, mantém exposição via derivativos
Rede D’Or: Companhia aprovo programa de recompra de até 20 mi ações
Vale: ADRs elevada a overweight por Morgan Stanley
Oncoclínicas: Empresa diz que Master transferiu cotas de fundo ao BRB
Banco Master: Toffoli autoriza retomada das investigações do caso Banco Master
Itaúsa: Companhia aprova aumento de capital com bonificação em ações
B3: Bolsa mantém Copasa em 2ª prévia do Ibovespa para jan-abril 2026
Petz e Cobasi: Players estimam concluir combinação de negócios em 2/jan.
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.