O golpe do toque fantasma vem se consolidando como uma das fraudes digitais mais perigosas da atualidade.
Logo no primeiro contato, o criminoso explora a confiança do usuário para roubar dados do cartão por aproximação.
Além disso, a vítima quase nunca percebe o momento exato do golpe. Dessa forma, os prejuízos financeiros podem surgir apenas quando a fatura chega.
Atualmente, essa fraude atinge cartões de crédito e débito com tecnologia NFC. Ou seja, basta a aproximação do cartão para que os dados sejam capturados.
Consequentemente, o golpe combina tecnologia avançada com engenharia social bem elaborada. Por isso, ele se tornou difícil de identificar no primeiro momento.
Antes de tudo, é importante entender que o golpe do toque fantasma ocorre sem contato físico direto entre vítima e golpista.
Nesse cenário, o criminoso induz a pessoa a instalar um aplicativo malicioso no celular. Em seguida, solicita que o cartão seja aproximado do aparelho.
Além disso, o golpe explora a tecnologia NFC, usada em pagamentos por aproximação. Assim, o token gerado na transação é capturado em tempo real.
Com isso, o criminoso consegue realizar compras imediatamente. Portanto, não há necessidade de clonar o cartão físico.
Segundo especialistas em cibersegurança, essa fraude surgiu na Ásia. Depois disso, ela se espalhou rapidamente por outros países.
Atualmente, o Brasil já registra diversos casos, inclusive com participação de criminosos locais. Por fim, a América Latina também entrou no radar desses grupos.
Primeiramente, o golpista liga para a vítima fingindo ser do banco. Em muitos casos, ele já possui nome completo ou CPF.
Assim, a ligação soa legítima e confiável. Logo depois, o criminoso afirma que precisa validar o cartão.
Em seguida, ele envia um link por SMS, WhatsApp ou email. Nesse momento, a vítima instala um aplicativo falso.
Depois disso, o app solicita a aproximação do cartão ao celular. É exatamente aí que ocorre o roubo do token NFC.
Enquanto isso, o criminoso usa outro celular para capturar o token em tempo real. Com essas informações, ele inicia compras de pequeno valor.
Caso tenha a senha, os prejuízos podem ser ainda maiores. Portanto, o golpe acontece de forma simultânea e invisível.
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Com o avanço do crime digital, novos malwares surgiram rapidamente. Inicialmente, foi identificado o N-Gate, no começo de 2024.
Depois disso, surgiu o Supercard, no fim do mesmo ano. Mais recentemente, apareceu o GhostNFC, entre julho e agosto de 2025.
Esses programas maliciosos permitem a captura do token NFC. Além disso, eles não exigem invasão direta ao sistema do banco.
Ou seja, a própria vítima acaba facilitando a fraude. Por esse motivo, o golpe preocupa tanto especialistas.
Apesar dos nomes parecidos, os golpes têm finalidades diferentes. No golpe da mão fantasma, o foco é acessar aplicativos bancários. Nesse caso, o criminoso rouba dinheiro diretamente da conta.
Já no golpe do toque fantasma, o alvo é o cartão. Assim, as compras ocorrem via crédito ou débito. Outra diferença importante está na técnica usada. Enquanto um exige acesso remoto, o outro depende da captura do token NFC.
Além das ligações falsas, o golpe também pode ocorrer após o roubo do cartão físico. Nesse cenário, o criminoso usa o cartão em um celular com aplicativo malicioso. Dessa forma, ele captura os dados por aproximação.
A diferença é que, nesse caso, o golpista não possui a senha. Mesmo assim, ele pode gastar até o limite permitido pelo banco para pagamentos por aproximação. Portanto, o bloqueio imediato do cartão é essencial.
Cada transação NFC gera um token único e criptografado. Em teoria, isso garante segurança ao usuário.
No entanto, no golpe do toque fantasma, a transação ocorre em tempo real. Assim, o token é usado simultaneamente pelo criminoso.
Ou seja, não há reutilização do código. O problema está na execução paralela da transação. Por isso, os sistemas tradicionais de segurança não identificam a fraude imediatamente.
Segundo especialistas, o fator mais perigoso não é a tecnologia. Na prática, o maior risco está na persuasão. O criminoso cria urgência, medo e senso de obrigação. Assim, a vítima age sem refletir.
Quando o golpista já possui dados pessoais, a abordagem se torna ainda mais convincente. Dessa forma, o cidadão acredita estar falando com o banco. Consequentemente, ele segue todas as orientações.
Primeiramente, nunca instale aplicativos enviados por links. Sempre utilize apenas lojas oficiais.
Além disso, desconfie de ligações pedindo validação de dados. No Brasil, bancos não solicitam esse tipo de procedimento.
Outra dica importante é limitar valores para pagamentos por aproximação. Assim, mesmo em caso de fraude, o prejuízo será menor. Também nunca informe senha ou PIN fora do aplicativo oficial.
Por fim, usuários de cartão corporativo devem redobrar a atenção com o golpe do toque fantasma.
Nessas situações, os prejuízos podem recair sobre o funcionário. Além disso, há risco de sanções internas.
Empresas também podem sofrer invasões, multas pela LGPD e extorsões. Portanto, jamais baixe aplicativos a pedido de terceiros. Em resumo, proteger os dados corporativos deve ser prioridade absoluta.
O golpe do toque fantasma é uma fraude que rouba dados do cartão por aproximação usando um aplicativo malicioso instalado no celular da própria vítima, permitindo compras em tempo real sem que ela perceba.
Os golpistas exploram a tecnologia NFC e induzem a vítima a aproximar o cartão do celular, capturando o token temporário da transação no mesmo instante em que ele é gerado.
Sim, na maioria dos casos o cartão não é roubado, pois o criminoso convence a vítima a instalar um aplicativo falso e realizar a aproximação do cartão voluntariamente.
No toque fantasma o objetivo é fraudar o cartão de crédito ou débito, enquanto na mão fantasma o foco é acessar aplicativos bancários para roubar dinheiro diretamente da conta.
A principal forma de proteção é não instalar aplicativos enviados por links, desconfiar de ligações pedindo validação de dados, usar apenas apps oficiais do banco e limitar valores de pagamentos por aproximação.
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