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Pix em outro país: Entenda se é possível pagamentos no exterior

Filipe Andrade

Publicado

em

Pix em outro país: Entenda se é possível pagamentos no exterior

Fazer Pix em outro país tem despertado a curiosidade de quem viaja e quer continuar usando o método de pagamento mais popular do Brasil fora das fronteiras.

Cada vez mais turistas têm encontrado estabelecimentos na Argentina, Paraguai e outros destinos aceitando o Pix como forma de pagamento.

Embora o sistema tenha sido criado exclusivamente para operações domésticas, soluções tecnológicas têm permitido que ele seja utilizado, de forma indireta, em outros países.

Atualmente, o Pix em outro país não é uma transação internacional direta. O sistema, criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, foi desenvolvido para transferências instantâneas entre contas brasileiras.

No entanto, fintechs e empresas intermediárias têm viabilizado o uso do Pix fora do Brasil por meio de conversões automáticas de câmbio e integração com maquininhas de pagamento.

Como funciona o Pix em outro país

Antes de tudo, é importante entender como o Pix em outro país se torna possível. O processo envolve parcerias entre fintechs brasileiras e empresas adquirentes, que são responsáveis pelas maquininhas de pagamento.

Quando o turista vai pagar uma compra em outro país, como na Argentina, o comerciante digita o valor na moeda local.

Em seguida, um QR Code do Pix é gerado e pode ser escaneado pelo cliente. Assim que a leitura é feita, o sistema converte o valor automaticamente para reais, com o câmbio definido no momento da compra e o IOF já incluso.

Desse modo, o valor final é exibido em reais e o pagamento é concluído em segundos, sem surpresas na cotação.

Além disso, essa solução evita as variações cambiais que acontecem com cartões de crédito, quando o valor da fatura é convertido apenas no fechamento da conta.

Portanto, o uso do Pix como meio de pagamento fora do país tem se mostrado uma alternativa prática e transparente para os viajantes.

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Parcerias e intermediação financeira

Para o Pix em outro país funcionar corretamente, é necessário que existam instituições intermediárias, conhecidas como eFX, que atuam como facilitadoras de pagamentos internacionais.

Essas empresas recebem o Pix do cliente no Brasil e fazem a remessa internacional instantânea para o estabelecimento no exterior.

Entre as empresas que oferecem esse serviço, destacam-se PagBrasil e outras fintechs especializadas nesse tipo de operação.

Elas têm desempenhado papel essencial na expansão do Pix para além das fronteiras brasileiras, permitindo que viajantes utilizem o sistema em países como Chile, Portugal, França e Estados Unidos.

Segundo o Banco Central, com a popularização do Pix, cada vez mais instituições estão criando soluções voltadas ao mercado internacional.

No entanto, o BC reforça que, nesses modelos, o Pix é utilizado apenas em uma parte do processo, ou seja, o pagamento é nacional, e a transferência para o exterior é feita pela empresa intermediária.

Existe um plano para um Pix internacional?

Apesar da crescente demanda, o Banco Central ainda não possui planos de lançar um Pix internacional oficialmente. Isso exigiria acordos complexos entre bancos centrais de diferentes países e padronização de regras financeiras.

Porém, há estudos em andamento para conectar o sistema Pix ao Nexus, uma plataforma internacional em desenvolvimento pelo Banco de Compensações Internacionais.

O objetivo do Nexus é integrar sistemas de pagamentos instantâneos de diversos países, permitindo transferências internacionais em tempo real e com custos reduzidos.

Se o projeto for implementado, o Brasil poderá estar entre os pioneiros nessa integração, o que abriria caminho para uma versão global do Pix.

Ainda assim, por enquanto, o uso do Pix em outro país depende de soluções privadas e parcerias tecnológicas.

O crescimento do Pix no Brasil e no exterior

Desde o seu lançamento, o Pix transformou a forma como os brasileiros realizam pagamentos. De acordo com dados do Banco Central, mais de 160 milhões de pessoas — cerca de 75% da população — utilizam o sistema.

Ele já responde por quase metade das transações financeiras do país, superando os cartões de crédito e débito.

Além disso, a praticidade e a rapidez explicam o sucesso do método. Com o Pix, é possível transferir dinheiro em segundos, a qualquer hora do dia, sem custos para pessoas físicas. No exterior, o uso segue essa mesma lógica de agilidade, ainda que intermediado por fintechs.

Outro fator importante é o câmbio transparente. Como o valor é convertido no momento da transação, o cliente sabe exatamente quanto está pagando, o que traz segurança financeira.

Para muitos turistas, essa previsibilidade é um diferencial em comparação com o cartão de crédito internacional.

Alternativas para usar o Pix em outro país

Além das parcerias com adquirentes, existem outras maneiras de usar o Pix em outro país. Algumas empresas financeiras oferecem contas multimoeda e cartões digitais que aceitam depósitos via Pix.

Nessa modalidade, o usuário faz um Pix no Brasil e o valor é creditado em sua conta internacional, onde pode escolher a moeda desejada.

Assim, é possível gastar no exterior por meio de um cartão digital de débito, usando apenas o aplicativo da fintech.

Empresas como Wise, Nomad e Revolut oferecem esse tipo de serviço, que combina praticidade e flexibilidade para quem viaja com frequência.

Dessa forma, o Pix continua sendo o meio de entrada do dinheiro, mas o uso é feito com base em moedas estrangeiras.

O futuro do Pix em outro país

Por fim, o Pix em outro país representa uma tendência clara de internacionalização dos meios de pagamento instantâneos.

Embora o sistema ainda dependa de intermediários, o avanço da tecnologia e o interesse do Banco Central em integrar o Pix a plataformas globais indicam que essa realidade pode mudar em breve.

Com a expansão do turismo e o aumento das transações digitais, é provável que o Pix ganhe novas funcionalidades, permitindo pagamentos internacionais diretos no futuro.

Enquanto isso, soluções privadas seguem tornando possível pagar com Pix em destinos como Argentina, Chile, Estados Unidos e Europa.

Assim, o Pix em outro país deixa de ser apenas uma curiosidade e se transforma em um exemplo de como a inovação financeira brasileira pode ultrapassar fronteiras, facilitando a vida de milhões de viajantes e mostrando o potencial do Brasil no cenário global de tecnologia e finanças.

Perguntas frequentes

É possível usar o Pix em outro país?

Sim, mas não diretamente entre contas estrangeiras. O pagamento ocorre por meio de fintechs intermediárias que convertem o valor instantaneamente para reais.

Quais países aceitam o Pix?

Atualmente, o Pix pode ser usado em Argentina, Paraguai, Chile, Estados Unidos, Portugal e França, através de empresas parceiras que permitem a conversão automática de moedas.

Existe um Pix internacional oficial?

Ainda não existe um Pix internacional criado pelo Banco Central. Contudo, há estudos para integrar o sistema ao projeto Nexus, que busca conectar redes de pagamento entre países.

Como funciona o câmbio nas compras com Pix fora do Brasil?

O valor é convertido no momento do pagamento, com a taxa de câmbio e o IOF já incluídos, garantindo transparência e segurança no valor final da compra.

Quais fintechs permitem pagar com Pix em outro país?

Empresas como PagBrasil, Wise, Nomad e Revolut oferecem soluções para transferências internacionais e contas multimoeda que aceitam o envio de valores via Pix.

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