A Geração Z está transformando o modo como os brasileiros lidam com o dinheiro. Esses jovens, nascidos entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2010, estão investindo mais cedo que seus pais, impulsionados por fatores como tecnologia, educação financeira online e novas formas de consumo.
Enquanto seus pais aprendiam sobre finanças de maneira tradicional, a Geração Z cresceu cercada de aplicativos de investimento, conteúdos digitais e influenciadores que falam abertamente sobre dinheiro.
De acordo com um levantamento recente do Fórum Econômico Mundial, 36% dos jovens da Geração Z começam a poupar antes mesmo de entrar no mercado de trabalho.
Em comparação, apenas 17% dos millennials, 10% da geração X e 8% dos baby boomers adotam esse hábito.
A diferença mostra que os jovens estão mais atentos ao futuro financeiro, mesmo com pouco dinheiro disponível.
Durante a pandemia, muitos jovens voltaram a morar com os pais e reduziram os gastos, o que favoreceu a criação de uma mentalidade poupadora.
Com menos despesas e mais tempo em casa, parte da Geração Z aproveitou o momento para aprender sobre investimentos e começar a guardar dinheiro.
Além disso, o acesso facilitado à internet e aos conteúdos educativos fez toda a diferença. Vídeos no YouTube e perfis no Instagram se tornaram verdadeiros guias de finanças.
Muitos jovens relatam que aprenderam a montar uma reserva de emergência e a diversificar a carteira sem depender de cursos pagos ou assessores.
Um exemplo é o de um jovem que, após voltar a morar com os pais, decidiu investir em renda fixa, priorizando a segurança em tempos de juros altos. “Como os juros estão nas alturas, prefiro algo mais estável”, comentou.
Por outro lado, seus pais não tiveram a mesma sorte. O pai tentou aplicar em criptomoedas e acabou caindo em um golpe online, perdendo todo o dinheiro investido.
O episódio mostra como a falta de conhecimento financeiro ainda é um obstáculo para gerações anteriores.
Outra característica marcante da Geração Z é a familiaridade com o universo dos investimentos.
Segundo o mesmo estudo do Fórum Econômico Mundial, 40% dos jovens dessa geração e dos millennials se dizem confiantes em suas decisões financeiras. Entre a geração X, esse número cai para 27%, e entre os baby boomers, para apenas 20%.
Essa confiança está ligada à acessibilidade das informações. Hoje, é possível aprender sobre renda fixa, ações, fundos imobiliários e criptomoedas com poucos cliques.
Além disso, o crescimento das fintechs e corretoras digitais democratizou o acesso aos investimentos, eliminando barreiras como taxas altas e burocracia.
De acordo com a consultora financeira Paloma Andrade @paloma.financas, “a familiaridade é essencial para reduzir o medo de investir. As pessoas enxergam menos risco naquilo que conhecem”.
Essa mentalidade tem levado os jovens a diversificar a carteira e buscar retornos consistentes no longo prazo.
Contudo, a Geração Z também mostra um comportamento peculiar: muitos preferem investir em ativos de alto risco, como criptomoedas, inspirados por histórias de sucesso que viralizam nas redes sociais.
A busca pela “próxima Amazon” ou pelo “novo Bitcoin” reflete a influência da cultura digital na forma de investir.
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Quando ingressam no mercado de trabalho, 86% dos jovens da Geração Z já têm algum conhecimento sobre investimentos.
Entre os baby boomers, esse índice é de apenas 47%. Essa diferença evidencia o impacto positivo da educação financeira online, impulsionada por influenciadores, podcasts e cursos gratuitos.
Muitos jovens começam com valores pequenos. Uma estudante de 24 anos relatou que iniciou seus investimentos com apenas R$ 20 por mês, em 2020.
Com o tempo, conseguiu aumentar o valor para R$ 100 mensais, sempre aplicando em renda fixa.
Mesmo com pouco dinheiro, essa geração valoriza a disciplina e o hábito de economizar. O medo de imprevistos e a busca pela independência financeira são fortes motivadores.
“Não venho de uma família rica e sempre senti necessidade de ter uma reserva. Isso me dá segurança”, afirma a jovem.
O primeiro investimento dela veio do pai, que abriu uma poupança com R$ 500 quando ela nasceu. Anos depois, ela transferiu o valor para o CDI, percebendo que a poupança rendia muito pouco.
“Depois comecei a investir em fundo imobiliário, mas estou reavaliando. Acho que o rendimento não está tão bom”, explica.
A principal diferença entre a Geração Z e seus pais é a mentalidade em relação ao dinheiro. Enquanto gerações anteriores associavam investimentos a risco e incerteza, os jovens de hoje enxergam o ato de investir como parte natural da vida financeira.
Além disso, o contato precoce com o mercado faz com que a Geração Z pense em objetivos de longo prazo desde cedo — como a compra da casa própria, viagens e aposentadoria.
Esse comportamento indica uma transição importante: o foco está menos no consumo imediato e mais na construção de patrimônio.
Outro fator determinante é a autonomia digital. A Geração Z utiliza aplicativos, acompanha notícias econômicas em tempo real e compara opções de investimento com facilidade. Isso aumenta o senso de controle e permite decisões mais conscientes.
Por outro lado, especialistas alertam para a necessidade de filtrar as informações. A enxurrada de conteúdos sobre finanças pode confundir os iniciantes e levá-los a erros.
Buscar orientação confiável e entender o próprio perfil de investidor são passos essenciais para evitar prejuízos.
A Geração Z está redefinindo o futuro do mercado financeiro. Essa geração valoriza o aprendizado contínuo, a tecnologia e a independência.
Com informações acessíveis e plataformas cada vez mais intuitivas, os jovens têm tudo para se tornarem investidores mais preparados e conscientes.
Por fim, a tendência é clara: quanto antes o investimento começa, maiores as chances de alcançar a estabilidade financeira.
A Geração Z está provando isso na prática — e inspirando as próximas gerações a seguirem o mesmo caminho.
A Geração Z cresce conectada, com acesso fácil a informações financeiras e ferramentas digitais que facilitam o investimento desde cedo.
A renda fixa ainda é a mais escolhida, mas muitos jovens se arriscam em criptomoedas e fundos imobiliários em busca de maior rentabilidade.
O isolamento reduziu gastos e aumentou o interesse por aprender a investir, além de incentivar o hábito de poupar.
O excesso de informações e a tentação de seguir “modas financeiras” podem levar a decisões impulsivas.
A autonomia digital, o acesso ao conhecimento e o foco em independência financeira tornam os jovens mais conscientes sobre o futuro.
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