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Horário de verão em 2025: Saiba se Brasil vai ter
O horário de verão em 2025 voltou a ser tema de debate entre os brasileiros, principalmente diante das altas temperaturas registradas nos últimos anos.
No entanto, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o governo federal não pretende retomar o programa em 2025.
Essa decisão se baseia em estudos técnicos que mostram que o horário de verão deixou de gerar economia significativa de energia, principal objetivo da medida quando foi criada.
Antigamente, o horário de verão tinha como foco aproveitar melhor a luz natural durante os meses mais quentes, adiantando os relógios em uma hora.
Dessa forma, buscava-se reduzir o consumo de energia elétrica no período noturno, especialmente entre 18h e 21h, quando o uso residencial e comercial era mais intenso.
Contudo, o comportamento energético do país mudou profundamente nas últimas décadas. Atualmente, o maior consumo ocorre nas tardes mais quentes, devido ao uso constante de ar-condicionado, ventiladores e refrigeradores.
Assim, o horário de verão perdeu o efeito positivo sobre o sistema elétrico, o que levou o governo a suspender a aplicação da medida desde 2019.
Entenda por que o horário de verão em 2025 não será adotado
Antes de 2019, o horário de verão era uma estratégia eficaz. No entanto, com a mudança no perfil de consumo energético, o programa passou a gerar resultados opostos aos esperados.
O MME afirma que a economia de energia durante a noite deixou de compensar o aumento do consumo durante o dia.
Além disso, as mudanças climáticas agravaram o cenário. O governo federal registrou que o verão de 2024 e 2025 foi o mais quente desde 1961.
As temperaturas elevadas e as ondas de calor intensas elevaram significativamente a demanda por eletricidade, especialmente em regiões como Sudeste e Centro-Oeste.
Dessa forma, a adoção do horário de verão em 2025 não traria benefício energético, podendo até pressionar o sistema em horários de pico.
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Como funcionava o horário de verão
O funcionamento do horário de verão era simples: os relógios eram adiantados em uma hora a partir de zero hora do primeiro domingo de novembro, e o ajuste permanecia até zero hora do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
Participavam do programa os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal.
Isso incluía Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Segundo o MME, a alteração reduzia o consumo no início da noite, período em que as residências e empresas ligavam mais luzes e equipamentos elétricos.
Essa mudança criava o chamado “achatamento da curva de consumo”, aliviando a carga sobre as linhas de transmissão, subestações e sistemas de distribuição.
Por que o horário de verão perdeu a função
Nos anos 2000, o horário de verão ainda era relevante porque o Brasil possuía uma matriz elétrica mais dependente de hidrelétricas e um perfil de consumo concentrado à noite.
No entanto, a popularização dos aparelhos de ar-condicionado mudou completamente essa dinâmica.
Atualmente, o pico de demanda elétrica ocorre entre 14h e 17h, quando o calor é mais intenso. Com isso, adiantar o relógio em uma hora não reduz mais o consumo — pelo contrário, pode aumentar a sobrecarga do sistema.
Além disso, a eficiência energética dos equipamentos modernos e a diversificação das fontes de energia (como solar e eólica) tornaram o impacto do horário de verão irrelevante.
Por essa razão, o governo concluiu que não há justificativa técnica para retomar o programa em 2025.
A influência das mudanças climáticas
Outro fator decisivo é o aquecimento global. O verão de 2024 e 2025 foi um dos mais extremos da história recente, com temperaturas que ultrapassaram 40 °C em diversas cidades brasileiras.
Essa situação elevou drasticamente o consumo de energia e mostrou que o país enfrenta novos desafios energéticos.
Portanto, o horário de verão em 2025 seria insuficiente para conter o aumento da demanda. O foco atual do governo está em incentivar fontes renováveis, ampliar a capacidade de geração solar e investir em eficiência energética nas residências e indústrias.
População ainda tem opiniões divididas
Mesmo com as justificativas técnicas, muitos brasileiros ainda defendem o retorno do horário de verão.
Para alguns, o adiantamento dos relógios proporcionava mais tempo de luz natural no final do dia, favorecendo o lazer e a segurança nas ruas.
Por outro lado, especialistas alertam que os impactos no organismo — como alterações no sono e no humor — podem ser significativos. Além disso, o ganho econômico e energético é atualmente quase nulo.
Pesquisas de opinião indicam que, embora parte da população sinta falta da mudança de horário, a maioria entende que a decisão de não retomar o horário de verão em 2025 é coerente diante das condições atuais.
O futuro do horário de verão em 2025 e nos próximos anos
O Ministério de Minas e Energia declarou que continua monitorando o comportamento do consumo e as condições climáticas para avaliar a necessidade de futuras alterações. Entretanto, não há previsão de retorno do horário de verão em 2025 nem nos próximos anos.
Enquanto isso, o governo investe em medidas sustentáveis e tecnológicas para reduzir o desperdício e aumentar a eficiência do sistema elétrico nacional.
A aposta está em energia solar, eólica e em projetos de armazenamento que garantam mais estabilidade à rede.
Assim, o horário de verão em 2025 não voltará a vigorar, mas o tema segue sendo um símbolo histórico da gestão de energia no Brasil, lembrando que as soluções para o futuro precisam considerar novas realidades climáticas e tecnológicas.
Perguntas frequentes
Não. O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou que não haverá horário de verão em 2025, pois o programa deixou de gerar economia de energia.
O horário de verão foi suspenso em 2019 porque o pico de consumo de energia passou a ocorrer durante o dia, e não à noite, tornando o programa ineficaz.
Antigamente, ele começava no primeiro domingo de novembro e terminava no terceiro domingo de fevereiro, com os relógios adiantados em uma hora.
Participavam os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal — como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás.
Por enquanto, não há previsão de retorno. O governo estuda outras alternativas para equilibrar o consumo de energia, como incentivos à energia solar e eólica.