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Avon é vendida pela dona Natura. Entenda a operação

Filipe Andrade

Publicado

em

Avon é vendida pela dona Natura. Entenda a operação

A Natura (NATU3) anunciou oficialmente a venda da Avon Internacional, confirmando mais um passo em sua estratégia de reestruturação global.

A transação inclui operações da Avon na Europa, África e Ásia, exceto a Rússia, que continua sob análise futura.

O mercado reagiu positivamente, com ações da companhia subindo mais de 12% após o anúncio.

Estratégia de transformação da Natura

Antes de tudo, é importante entender o contexto da Natura. Nos últimos anos, a empresa iniciou um plano de transformação batizado de Onda 2, cujo objetivo principal é simplificar operações e melhorar a rentabilidade.

Além disso, a venda da Avon Internacional representa a etapa mais importante desse processo de desinvestimento.

Com isso, a Natura reduz sua exposição a mercados deficitários e volta a focar em regiões estratégicas como América Latina e Brasil.

Ainda segundo analistas, esse movimento reforça a narrativa de uma companhia que busca clareza e solidez em seu modelo de negócios.

Natura vende operações da Avon Internacional

Na prática, a operação compreende a venda de todas as operações da Avon na Europa, África e Ásia. Apenas a Rússia continua sob gestão da Natura, o que deve ser resolvido em breve.

Consequentemente, a venda elimina ativos que vinham apresentando desempenho fraco e drenando recursos.

De acordo com relatórios financeiros, a Avon Internacional consumia caixa e pressionava os resultados da holding.

Portanto, ao se desfazer desse ativo, a Natura fortalece sua imagem de empresa focada em rentabilidade e sustentabilidade financeira.

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Impactos da venda da Avon para a Natura

Segundo a XP Investimentos, o impacto financeiro imediato da venda é considerado irrelevante. Contudo, o efeito estratégico é significativo.

Assim, o mercado passa a enxergar a Natura com mais clareza, uma vez que a estrutura societária se torna mais simples.

Além disso, investidores acreditam que a operação pode abrir caminho para valorização das ações. Em linha com isso, a XP reiterou recomendação de compra para os papéis da companhia.

Natura alivia preocupações de investidores

De acordo com o Itaú BBA, a venda traz alívio ao mercado. Isso porque a Natura demonstrou capacidade de se desfazer de ativos problemáticos sem precisar injetar mais recursos.

Ainda segundo o banco, não houve necessidade de transferências adicionais de caixa após o 2º trimestre. Isso reforça a ideia de que a transação foi bem estruturada.

Adicionalmente, o banco avalia que a Natura continuará administrando o negócio até a conclusão oficial, prevista para o primeiro trimestre de 2026. Mesmo assim, não se espera que o caixa da companhia seja impactado de forma relevante.

Natura mantém estabilidade na dívida

Outro ponto destacado pelos analistas é que a posição de dívida líquida de R$ 4 bilhões não deve sofrer grandes alterações.

Em outras palavras, a venda ajuda a companhia a preservar sua saúde financeira. Ao mesmo tempo, a Natura garante maior previsibilidade para investidores e acionistas.

Essa estabilidade é vista como um passo fundamental para que a empresa possa seguir avançando em seus projetos estratégicos.

Possíveis ganhos adicionais para a Natura

A transação prevê ainda um earn-out de até GBP 60 milhões, condicionado ao desempenho futuro da Avon Internacional.

No entanto, analistas não acreditam que esse valor será relevante diante dos resultados recentes. Mesmo assim, trata-se de um bônus que pode reforçar ainda mais o caixa da companhia.

Portanto, o acordo garante não apenas estabilidade, mas também possível ganho financeiro extra caso as metas sejam atingidas.

Natura fortalece a unidade de cosméticos

Outro aspecto relevante é que, com a venda, a empresa deixa de depender de áreas deficitárias.

Assim, a Natura pode direcionar esforços para sua principal unidade de negócios, focada em cosméticos e bem-estar.

Essa mudança é vista como fundamental para consolidar o posicionamento da companhia como líder em sustentabilidade, inovação e impacto positivo.

Além disso, bancos como o Bradesco BBI acreditam que o movimento traz ganhos potenciais de aproximadamente R$ 430 milhões.

Repercussão positiva no mercado financeiro

De modo geral, instituições financeiras receberam o anúncio de forma bastante positiva. XP, Itaú BBA e Bradesco BBI reiteraram suas recomendações de compra para as ações da Natura.

Por consequência, a confiança dos investidores aumentou, reforçando a percepção de que a companhia está no caminho certo.

Ainda segundo analistas, a simplificação dos negócios ajuda o mercado a entender melhor o valor real da empresa.

Natura reforça sua posição estratégica global

Com a saída da Avon Internacional, a Natura passa a focar suas operações em mercados onde já é líder. Isso inclui o Brasil, América Latina e mercados emergentes estratégicos.

Assim, a empresa reduz riscos e fortalece sua competitividade. Esse redesenho global deve se refletir em maior eficiência operacional nos próximos trimestres.

Além disso, a medida reforça o compromisso da Natura em se manter como uma companhia de impacto positivo, alinhada a práticas sustentáveis e inovadoras.

Natura deve acelerar novos investimentos

Com a venda concluída, a expectativa é que a Natura utilize parte dos recursos para acelerar investimentos em inovação e digitalização.

Dessa forma, a empresa pode fortalecer ainda mais sua presença no e-commerce e em canais diretos de vendas, áreas que cresceram fortemente nos últimos anos.

Portanto, analistas acreditam que a companhia poderá explorar novos modelos de negócio mais rentáveis e menos dependentes de ativos físicos.

Natura e a venda da Avon Rússia

Por fim, resta apenas a venda da Avon Rússia para que o ciclo de desinvestimentos seja totalmente concluído.

Entretanto, analistas reforçam que essa operação não é urgente, já que o ativo ainda gera caixa positivo.

Assim, a Natura tem flexibilidade para negociar de forma estratégica, garantindo as melhores condições possíveis para essa última transação.

Conclusão: Natura se fortalece após a venda da Avon

Em conclusão, a Natura deu um passo fundamental para simplificar sua estrutura, reduzir riscos e aumentar sua eficiência. A venda da Avon Internacional foi celebrada pelo mercado como um avanço estratégico.

Agora, a companhia pode se concentrar em seus negócios principais, explorando novas oportunidades de crescimento sustentável.

O futuro da Natura após a venda da Avon Internacional

O movimento confirma que a Natura está preparada para fortalecer sua liderança global em cosméticos e bem-estar.

Com a saída de ativos deficitários, a empresa se posiciona de forma ainda mais sólida para crescer de maneira rentável e sustentável.

Perguntas frequentes

Por que a Natura vendeu a Avon Internacional?

A Natura vendeu para simplificar sua estrutura, reduzir prejuízos e concentrar esforços em mercados mais rentáveis, como o Brasil e a América Latina.

Quais operações da Avon foram vendidas?

Foram vendidas as operações da Europa, África e Ásia. Apenas a unidade da Rússia continua sob gestão da Natura.

Essa venda afeta a Avon no Brasil?

Não. A venda não altera a operação da Avon no Brasil, que segue integrada às estratégias da Natura.

Quando a transação será concluída?

O fechamento da operação está previsto para o primeiro trimestre de 2026, dependendo de aprovações regulatórias.

O que muda para os acionistas da Natura?

Os acionistas ganham com uma empresa mais simples, focada em rentabilidade e com potencial de valorização das ações no médio e longo prazo.

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