Golpes do Pix continuam crescendo no Brasil e preocupam cada vez mais os usuários do sistema de pagamentos instantâneos.
De acordo com o Banco Central, em 2024 foram registradas mais de 11 milhões de queixas relacionadas a fraudes envolvendo o Pix.
Destas, 4,7 milhões foram confirmadas, resultando em um prejuízo total de quase R$ 6,5 bilhões para correntistas de diversas instituições financeiras.
Antes de tudo, é importante destacar que os golpes do Pix aumentaram de forma acelerada nos últimos anos.
Em comparação com 2023, o número de registros cresceu cerca de 80%. Naquele ano, foram registradas 2,6 milhões de ocorrências, enquanto em 2024 o número saltou para quase o dobro.
Além disso, os dados mostram que o impacto financeiro sobre os clientes é cada vez mais expressivo.
Os fraudadores utilizam diferentes técnicas para enganar as vítimas, que vão desde mensagens falsas até o sequestro de contas bancárias.
Veja também:
Contudo, uma pergunta comum entre as vítimas é: é possível recuperar o dinheiro perdido em golpes do Pix?
Em 2024, o Banco Central conseguiu devolver aproximadamente R$ 459 milhões aos usuários. Esse valor representa apenas 7% do total movimentado em fraudes.
Ou seja, na prática, a chance de reaver a quantia é pequena. Muitas vezes, os criminosos transferem rapidamente os valores para contas laranjas, dificultando a recuperação.
Mesmo assim, o Banco Central reforça que o Mecanismo Especial de Devolução (MED) é uma ferramenta fundamental para aumentar as possibilidades de bloqueio e devolução parcial.
Para tentar reduzir as perdas, foi criado em 2021 o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Esse sistema permite que o banco da vítima solicite o bloqueio do dinheiro transferido indevidamente.
Nesse sentido, o Banco Central recebeu 5 milhões de pedidos de devolução em 2024. Entretanto, apenas 1,56 milhão foi aceito.
Os demais foram recusados porque as contas já estavam sem saldo ou foram encerradas. Isso significa que quase R$ 5 bilhões em fraudes ficaram sem estorno.
Ainda assim, quando o pedido é aceito, a devolução pode não ser integral. O valor devolvido depende do saldo remanescente na conta do fraudador.
Em janeiro de 2024, por exemplo, R$ 200 milhões em transações irregulares foram bloqueados, mas apenas R$ 21 milhões retornaram às vítimas.
Na prática, a recuperação é dificultada pela velocidade das operações. Assim que o dinheiro chega a uma conta fraudulenta, ele é rapidamente pulverizado em diversas transferências.
Essa prática envolve contas laranjas e até criptomoedas, o que torna o rastreamento muito mais complexo.
Além disso, mesmo com ferramentas como o Dict, que permite identificar contas suspeitas, o caminho do dinheiro pode se perder após algumas transferências. Esse limite varia de banco para banco, devido a restrições computacionais.
Outro ponto crucial está no uso de laranjas. Essas pessoas cedem seus documentos e dados para participar do esquema. Em troca, recebem uma pequena parte do valor movimentado.
Por essa razão, detectar a fraude exige uma análise comportamental dos perfis de risco. Como os dados pessoais utilizados são reais, o sistema bancário enfrenta mais dificuldade em identificar rapidamente os criminosos.
Por outro lado, as instituições financeiras têm buscado novas medidas de proteção. O manual operacional do Dict prevê que bancos possam marcar CPFs e CNPJs envolvidos em atividades fraudulentas.
Essa marcação ajuda a impedir futuras transações suspeitas e, em alguns casos, leva ao encerramento de contas.
Além disso, há cooperação direta com a Polícia Federal, que recebe informações sobre os crimes financeiros virtuais. Esse trabalho conjunto é fundamental para tentar desarticular quadrilhas especializadas.
Segundo o Banco Central, sempre que uma fraude é identificada, a instituição financeira deve registrar a chave Pix utilizada. Dessa forma, outras transações vinculadas a ela podem ser automaticamente bloqueadas.
Para quem caiu em golpes do Pix, o primeiro passo é solicitar a devolução diretamente ao banco. O prazo máximo para fazer esse pedido é de até 80 dias após a transação.
Depois disso, o banco tem até sete dias para analisar o caso. Caso seja confirmada a fraude, o valor é devolvido total ou parcialmente em até 96 horas.
No entanto, se o pedido não for reconhecido como golpe, o valor permanece liberado na conta do recebedor.
Hoje, o processo depende do intermédio do banco, que registra a denúncia após a queixa do cliente.
Mas o Banco Central já anunciou que, a partir de outubro de 2025, será possível solicitar o estorno diretamente no aplicativo da instituição financeira.
Essa mudança deve acelerar o atendimento às vítimas e aumentar as chances de recuperar valores bloqueados.
Assim, os usuários poderão contestar transações diretamente pelo aplicativo, sem depender do contato com a central de atendimento.
Com o autoatendimento do MED, o processo ficará mais ágil, e o bloqueio das quantias suspeitas poderá ocorrer em tempo real. Essa inovação representa um avanço significativo na proteção dos consumidores.
Apesar dos esforços do Banco Central, a melhor forma de evitar prejuízos é prevenir. Portanto, algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos:
Adotar essas práticas pode não eliminar totalmente os riscos, mas reduz significativamente a chance de cair em armadilhas digitais.
Por fim, a grande dúvida é se realmente é possível recuperar o dinheiro perdido em golpes do Pix.
A resposta é: sim, mas as chances são limitadas. Apenas uma pequena parcela das vítimas consegue reaver os valores transferidos.
Isso acontece porque a maioria das contas usadas pelos criminosos está vazia ou movimenta o dinheiro de forma pulverizada. Ainda assim, solicitar o bloqueio pelo MED aumenta as possibilidades de restituição.
Portanto, mesmo que as devoluções sejam parciais, vale a pena agir rápido. Quanto mais cedo o pedido for feito, maiores as chances de sucesso.
Ao mesmo tempo, investir em cuidados preventivos é fundamental para não depender exclusivamente dos mecanismos de recuperação.
Sim. No entanto, a recuperação depende do saldo disponível na conta do fraudador e geralmente é parcial.
Portanto, o pedido deve ser feito em até 80 dias após a transação suspeita.
Assim, a instituição financeira tem até sete dias para avaliar o caso.
Nesse caso, a devolução não ocorre, já que não há saldo para bloqueio.
Além disso, é essencial desconfiar de mensagens urgentes, confirmar dados do recebedor e usar limites de transferência no aplicativo.
Como sair das dívidas em 2026 se tornou uma das principais preocupações financeiras dos brasileiros.…
A conta de luz de janeiro de 2026 terá uma notícia positiva para os consumidores…
Falar sobre o valor das criptomoedas não é uma tarefa tão simples, já que a…
Os fundos imobiliários hoje 02-01-2026 começam o ano com um cenário positivo para quem acompanha…
O dólar hoje 02-01-2026 começou o primeiro pregão do ano em queda no mercado brasileiro,…
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 02-01-2026 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest:…