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Mercado Hoje 06-08-2025: Saiba as principais notícias
Saiba as principais notícias do Mercado Hoje 06-08-2025 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta; Commodities mistas. Tarifa de 50% entra em vigor. Fala de Galípolo é destaque. Resultados do 2T25: AURA (+), RADL (+), CURY (+), ITUB (+), ODPV (+), PRIO (-) e BLAU (-). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 133.151 (+0,14%)
S&P: 6.299 (-0,49%)
Dólar Futuro: R$5,54 (-0,23%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou leve alta de 0,14% no último pregão, cotado a 133.151 pontos. O ativo apresenta tendência neutra no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 135.750 pontos e a segunda em 141.500 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 131.600. O próximo fica na faixa de 130.000 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de 0,23% no último pregão, cotado a 5.542 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio prazo e neutra no curto. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.490 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.370. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.680 e a segunda em 5.750.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em alta, apesar de ameaças tarifárias do presidente dos EUA e após dados mais fracos de atividade econômica norte americana. A agenda está esvaziada, os destaques ficam para falas de dirigentes do Fed. O petróleo apresenta alta após Trump ameaçar impor impostos mais altos aos países que compram energia da Rússia e o minério de ferro cai.
Doméstico
A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros entra em vigor hoje, em meio a medidas pelo governo para mitigar os efeitos das alíquotas sobre a economia brasileira. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, fará palestra e a balança comercial é destaque da agenda, que também conta com uma série de balanços corporativos.
Atualizações do Mercado Hoje 06-08-2025
Aura Minerals
Aura apresentou resultados operacionais melhores no 2T25, com EBITDA de US$106 milhões (+30% T/T), em linha com a estimativa de US$107 milhões. O aumento foi impulsionado pelos preços realizados.
Com o preço do ouro em US$3.289/oz no trimestre até a data, o EBITDA pode chegar a US$112 milhões no 3T25 (+6% T/T), mantendo-se os demais fatores.
A mina Borborema, com EBITDA de US$2 milhões e vendas de 1,2 mil onças (produção de 2,6 mil onças), deve crescer conforme avança para a meta anual de 33–40 mil onças. A aquisição da MSG por US$76 milhões em dinheiro + 3% NSR deve ser concluída entre o 3T e 4T25.
RD Saúde
A RD Saúde apresentou resultados positivos no trimestre, com EBITDA 7% acima do esperado, impulsionado por maior eficiência nas despesas administrativas. A margem EBITDA caiu apenas 33bps em relação ao ano anterior, em linha com o consenso Bloomberg.
A produtividade das lojas melhorou 2% A/A, e a expansão da rede contribuiu para o crescimento da receita (+12% A/A). O lucro líquido foi de R$358 milhões, estável A/A e 11% acima da estimativa, beneficiado por créditos fiscais. A empresa encerrou o trimestre com uma posição confortável de dívida líquida (1,3x).
Apesar da melhora operacional e da ausência de impactos por furtos no Sudeste, mantemos recomendação neutra, dado o valuation de 18x P/L 2026, considerado um prêmio justo frente a outros nomes do varejo.
Cury
A Cury apresentou resultados sólidos no 2T25, com receita líquida de R$1,35 bilhões (+35% A/A), 2% acima das estimativas, impulsionada por forte desempenho de vendas e lançamentos recentes.
A margem bruta ajustada atingiu 39,8% (+1,3pp A/A), superando as expectativas, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 55% A/A, para R$327 milhões, refletindo maior alavancagem operacional e menores despesas judiciais.
O lucro líquido foi de R$237 milhões (+37% A/A), com ROE anualizado de 71% e geração de caixa de R$103 milhões, mesmo com atrasos nos repasses da Caixa. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações. Reiteramos recomendação de Compra, com valuation atrativo (7,5x P/L 2026E e 10% de dividend yield), apesar da alta de 81% no ano.
PRIO
A PRIO apresentou EBITDA ajustado de US$276 milhões no 2T25, 38% abaixo do trimestre anterior devido à queda de 11% no preço do Brent e 20% nos volumes vendidos, mas ainda 3% acima das estimativas.
O lucro líquido foi de US$154 milhões, impactado positivamente por um efeito fiscal diferido de US$175 milhões e menor depreciação, revertendo a expectativa de prejuízo. O fluxo de caixa livre, excluindo aquisições, foi de US$101 milhões, enquanto o pagamento pela aquisição de Peregrino levou a um consumo de caixa de US$234 milhões e aumento da alavancagem de 1,3x para 1,8x, ainda considerada administrável.
Apesar dos desafios operacionais e riscos à meta de produção de 119 mil boepd, mantemos visão positiva sobre a empresa, sustentada por sua forte geração de caixa futura.
Odontoprev
A Odontoprev reportou lucro por ação ajustado de R$0,25 no 2T25, alta de 17% A/A e 4% acima das estimativas do Safra e do consenso Bloomberg, impulsionado por um índice de sinistralidade (DLR) melhor que o esperado, mesmo após ajustes por reversões não recorrentes.
A receita líquida veio em linha com as projeções, enquanto o destaque foi o Bradesco Dental, responsável por 52% da carteira, com forte crescimento no segmento PME.
A empresa anunciou R$115 milhões em dividendos (yield de 1,7%, podendo chegar a 2,1% com IoE e recompra de ações). Apesar do bom desempenho e atratividade de dividendos, mantemos recomendação neutra devido ao valuation atual.
Itaú Unibanco
O Itaú apresentou mais uma vez resultados sólidos no 2T25, com melhora contínua no NIM ajustado ao risco e no ROE. O índice CET1 atingiu 13,1%, reforçando a tese de distribuição, estimada em R$33 bilhões em 2025 (payout de 72%).
O banco revisou para cima suas projeções de NII com clientes e alíquota efetiva de imposto, o que implica um lucro líquido de R$46,1 bilhões no ponto médio, próximo à estimativa atual de R$46,5 bilhões.
A alta na formação de inadimplência foi considerada sazonal e compatível com o ciclo de crédito atual. Reiteramos recomendação de Compra, sustentada pelo desempenho consistente e perspectivas positivas.
Saúde no Mercado Hoje 06-08-2025
A base de beneficiários de planos de saúde atingiu 52,9 milhões em junho, com acréscimos de +261 mil no mês, +682 mil no trimestre e +815 mil no ano.
Segundo dados da ANS, o crescimento foi de 2,7% A/A e 0,5% M/M. SulAmérica e Amil mantiveram destaque como líderes em adições líquidas no trimestre e no acumulado do ano, enquanto a maioria das operadoras teve desempenho positivo, exceto Bradesco Saúde.
A Hapvida surpreendeu ao reverter a tendência negativa, adicionando +36 mil beneficiários em junho, com bom desempenho tanto da operação própria quanto da Intermédica. Apesar da aceleração nas adições nos últimos 12 meses (+1,387 milhão), espera-se que a desaceleração macroeconômica impacte o ritmo de crescimento nos próximos meses.
Infraestrutura no Mercado Hoje 06-08-2025
A reunião com a ANUT, representada por Luiz Baldez, destacou os principais desafios estruturais da logística no Brasil, como a dependência excessiva do transporte rodoviário (66% da carga, chegando a 90% sem minério de ferro), altos custos logísticos (20% do PIB) e gargalos regulatórios que dificultam a integração multimodal.
Embora o setor ferroviário gere R$50 bilhões por ano, sua capacidade está estagnada desde 2020, com projetos como FICO, FIOL e Ferrogrão enfrentando atrasos e incertezas. A matriz de transporte desequilibrada, a volatilidade de preços no frete rodoviário e a concentração do setor ferroviário em poucos operadores limitam a competitividade.
Apesar disso, ganhos de eficiência ferroviária têm ajudado a conter pressões sobre os custos. A ANUT defende uma abordagem técnica e sistêmica, buscando eficiência logística sob a ótica dos contratantes de frete.
Siderurgia e mineração
Minério de ferro e aço: Os futuros de minério de ferro seguem em backwardation, com preços à vista mais altos que os futuros, sugerindo demanda forte no curto prazo ou oferta restrita.
Os estoques de aço na China estão sazonalmente baixos, e as margens dos produtores de HRC continuam a melhorar. Produção diária de aço, uso de altos-fornos e spreads entre tipos de minério seguem padrões sazonais.
Ouro: A posição comprada no COMEX caiu na semana, interrompendo a recuperação recente do sentimento de alta. O mercado segue em contango, com futuros acima do preço à vista, indicando ausência de restrições de oferta ou demanda fraca no curto prazo. Estoques do COMEX estão altos, e os ETFs continuam recebendo aportes.
A demanda total por ouro subiu 3% A/A no 2T, com valor crescendo 45% A/A, impulsionado por preços mais altos e tensões geopolíticas. Alumínio: A posição líquida aumentou, indicando maior interesse dos investidores. O contango está praticamente plano, sem sinal claro de preço. Estoques seguem altos, custos de alumina se estabilizaram, e os prêmios nos EUA subiram devido a tarifas, enquanto permanecem fracos fora do país.
Cobre: Após forte alta em julho, a posição caiu com a decisão de tarifas em 1º de agosto. A exclusão do cobre refinado da medida eliminou oportunidades de arbitragem, derrubando o spread COMEX–LME. Estoques do COMEX estão elevados, o que pode pressionar preços. O mercado segue em contango, com TC/RCs baixos favorecendo mineradoras, mas pressionando fundições. O prêmio na China está estável, indicando demanda consistente.
Consumo
No 2T25, a PCAR3 apresentou resultados em linha, com destaque para a redução de 16% no prejuízo líquido em relação às estimativas, e melhora na margem EBITDA (4,2%). No entanto, o elevado consumo de caixa de R$958 milhões em 12 meses (excluindo R$123 milhões de aumento de capital e venda de ativos) continua sendo o principal ponto de atenção, reforçando a recomendação de venda.
A suspensão da meta de abertura de lojas para 2025 e 2026 foi vista como positiva, visando preservar caixa.
Já a BLAU teve um trimestre fraco, com receita estável A/A e lucro líquido 20% abaixo das estimativas, apesar da melhora operacional e expansão de margem EBITDA (+798bps A/A). A empresa enfrentou restrições de capacidade e ausência de receita da divisão de plasma, encerrando o trimestre com consumo de caixa de R$25 milhões.
Iguatemi no Mercado Hoje 06-08-2025
A Iguatemi apresentou resultados neutros no 2T25, com desempenho operacional sólido e dentro das estimativas, sustentado por crescimento de 14,4% em SAS e 10,4% em SSR, além de melhora na divisão de varejo, o que impulsionou o EBITDA ajustado em 24% A/A.
No entanto, o aumento de despesas financeiras, decorrente de maior alavancagem e juros elevados, levou a uma queda de 8% no FFO.
A receita de aluguel cresceu 23% A/A, beneficiada por aquisições recentes e reajustes acima da inflação, enquanto a receita de estacionamento subiu 33% A/A. Apesar de pressões pontuais, reiteramos recomendação de compra para IGTI11, dado seu portfólio premium, forte geração de receita por m² e valuation atrativo, com yield de FFO estimado em 11,3% para 2025.
Outras informações do Mercado Hoje 06-08-2025
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 67.16/b; +1,06%)
Minério de ferro registra queda (US$ 101,90/t; -0,56%)
Agenda do Mercado Hoje 06-08-2025
08:00 – EUA – Pedidos de hipoteca
15:00 – Brasil – Balança Comércial
23:00 – China – Balança Comércial
Empresas
Embraer: Empresa apresenta receita líquida 2T supera estimativas. Prejuízo líquido ajustado US$ 4,7 mi X lucro US$ 80,4 mi a/a, estimativa lucro US$ 67,8 mi;
Sabesp: Empresa fechou contrato de R$ 3,8 bilhões com Telefônica Brasil, Telefônica Cloud e Tecnologia do Brasil para investimentos em equipamentos, infraestrutura e soluções de conectividade
Petronas: Empresa disse analisar regularmente seu portfólio global, incluindo o Brasil
Cogna, Anima e Afya: Morgan Stanley rebaixou a primeira à underweight e elevou a segunda à overweight e a terceira Afya à equal-weight
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.