Comprar carro popular poderá ficar mais fácil e mais barato nos próximos meses. O governo federal anunciará, em breve, uma nova medida que promete agitar o setor automotivo.
A proposta envolve a regulamentação do IPI Verde, um sistema de tributação mais consciente que recompensa veículos menos poluentes.
Junto com ele, será criado o programa Carro Sustentável, focado em reduzir o imposto para automóveis mais simples e produzidos no Brasil.
A promessa é clara: beneficiar quem opta por veículos populares, flex e com menor impacto ambiental.
Antes de tudo, é importante entender o que é o IPI Verde. Esse novo imposto sobre produtos industrializados será calculado com base em critérios de sustentabilidade. Veículos mais limpos pagarão menos e os mais poluentes, mais.
Além disso, essa medida faz parte do programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação). Essa iniciativa já vem incentivando a modernização e a inovação sustentável na indústria automobilística. Agora, ela também dará suporte ao programa Carro Sustentável.
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Em resumo, quem quiser comprar carro popular e optar por modelos com baixo consumo de combustível e baixa emissão de poluentes pagará menos imposto.
O Carro Sustentável terá critérios bem definidos. Para se enquadrar, o veículo precisa:
Portanto, os principais beneficiados devem ser os modelos 1.0 flex, mais simples, de montadoras como Fiat, Volkswagen, Hyundai e Chevrolet. Por outro lado, veículos com motores 1.0 turbo ou importados ficarão de fora.
Além disso, o incentivo será válido até o fim de 2026, o que representa uma janela de três anos para quem está pensando em trocar de carro ou fazer sua primeira compra.
A medida não se limitará a pessoas físicas. Também poderão aproveitar os benefícios empresas, frotistas e locadoras.
Esse detalhe é importante, já que pode aquecer o mercado de usados e impulsionar as vendas no setor como um todo.
Além disso, vale destacar que o governo não fixou um limite de preço para os modelos que se enquadrarem no programa. Porém, os requisitos técnicos naturalmente favorecem os modelos mais acessíveis.
Historicamente, programas que incentivam a compra de veículos por meio de redução de impostos funcionam bem no Brasil.
Em maio de 2023, o governo lançou um pacote semelhante, voltado para carros de até R$ 120 mil.
Os descontos chegaram a 11%, e a procura foi tão grande que o estoque se esgotou em poucos dias.
Naquela ocasião, a medida também foi estendida para frotistas, caminhões e ônibus. Mesmo assim, o foco maior foi o segmento dos automóveis populares, o que mostra o interesse da população nesse tipo de veículo.
No total, o programa de 2023 custou R$ 1,5 bilhão em renúncia fiscal. Parte desse valor foi compensado com o aumento dos impostos sobre o diesel, uma medida de contrapeso fiscal.
Esse tipo de política não é novidade. Um exemplo famoso aconteceu em 1993, quando o então presidente Itamar Franco sugeriu à Volkswagen a retomada da produção do Fusca em troca de incentivos fiscais. Rapidamente, outras montadoras também quiseram participar.
Logo a Fiat emplacou o Uno, a Kombi entrou na lista e, ao final, todos os carros com motor 1.0 foram incluídos.
Desde então, essa categoria tem alíquota reduzida de IPI, o que ajudou a consolidar o conceito de carro popular no país.
Esses casos mostram que, embora cada empresa tente puxar a brasa para sua sardinha, os programas podem ser bem-sucedidos quando focam em reduzir o preço final para o consumidor.
Naturalmente, há preocupações em relação à responsabilidade fiscal. Afinal, oferecer mais benefícios tributários a um setor já historicamente subsidiado levanta críticas.No entanto, o governo aposta que o IPI Verde compensará parte dessa nova renúncia fiscal.
O argumento é que os carros mais poluentes e luxuosos pagarão mais imposto. Esse valor extra servirá como compensação para a redução concedida aos modelos que se encaixarem no Carro Sustentável.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a regulamentação do IPI Verde não aumentará a carga tributária geral.
Pelo contrário: busca criar um sistema mais justo e ecológico, premiando veículos menos poluentes.
Tanto o IPI Verde quanto o Imposto Seletivo (criado na reforma tributária) seguirão um cronograma de implementação gradual. Em 2026, esses impostos começarão a ser testados sem recolhimento efetivo.
A ideia é substituir tributos como PIS, Cofins e ICMS, criando um novo modelo mais simples e transparente: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
Essas mudanças fazem parte de uma reestruturação maior do sistema tributário nacional. A inclusão de aspectos ambientais na política de impostos é um passo importante rumo à sustentabilidade fiscal e ambiental.
Naturalmente, nem todos apoiam a proposta. Montadoras que fabricam veículos mais simples e nacionais veem o programa com bons olhos. Já as que produzem modelos sofisticados e importados tendem a criticar.
Essas últimas terão seus produtos tributados com alíquotas mais altas para compensar os descontos oferecidos aos modelos populares.
Dessa forma, o programa redistribui o peso tributário, o que pode gerar discussões acaloradas no setor.
Mesmo assim, é consenso que programas como esse têm potencial de movimentar o mercado, gerar empregos e beneficiar consumidores que querem comprar carro popular com menos burocracia e menor custo.
A regulamentação oficial do programa Carro Sustentável deve ser anunciada na próxima semana.
Com isso, o consumidor terá informações mais concretas sobre os modelos contemplados, os descontos reais e os prazos para aquisição.
Portanto, quem está planejando comprar carro popular deve ficar atento. Os benefícios devem durar até o final de 2026, mas, como vimos em programas anteriores, a alta demanda pode esgotar rapidamente os estoques.
Além disso, com a possibilidade de novos incentivos estaduais ou municipais, o preço final de alguns modelos pode cair ainda mais.
Em resumo, o novo programa pode recolocar o carro popular no radar do consumidor brasileiro.
Com incentivos claros, foco em sustentabilidade e isonomia tributária, comprar carro popular ficará mais acessível.
Além disso, o programa mostra que é possível estimular a indústria nacional, reduzir impactos ambientais e gerar economia para o consumidor ao mesmo tempo.
Fique de olho, pois essa pode ser a melhor chance dos últimos anos para sair de carro novo da concessionária sem esvaziar o bolso.
Em princípio, o lançamento oficial será na próxima semana, com vigência até o fim de 2026.
Veículos 1.0 flex, com potência inferior a 90 cavalos, eficiência energética elevada e produzidos no Brasil.
Sim. Tanto pessoas físicas quanto empresas poderão se beneficiar da redução de IPI.
Não. Apenas veículos fabricados no Brasil e com tecnologia flex serão incluídos.
O IPI Verde cria um modelo de tributação progressiva, com base no impacto ambiental de cada veículo.
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