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Mercado Hoje 13/06/2025: Veja as principais notícias
Veja as principais notícias do Mercado Hoje 13/06/2025 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas e minério de ferro em baixa; Petróleo dispara. Conflito Israel x Irã cria aversão a risco. Atualizamos e mantemos compra em DXCO (+). Reunião com SANB: (+). Confira!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 137.800 (+0,49%)
S&P: 6.045 (+0,38%)
Dólar Futuro: R$5,55 (-0,13%)
Análise Técnica
O Ibovespa apresentou alta de 0,49% no último pregão, cotado a 137.799 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio prazo e lateralizado no curto prazo. A primeira resistência fica em 140.200 pontos e a segunda em 142.350 pontos. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 136.600. O próximo fica na faixa de 133.100 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de 0,13% no último pregão, cotado a 5.553 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa nos médio e curto prazos. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.500 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.460. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.570 e a segunda em 5. 650.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA negociam em baixa. O conflito entre Israel e Irã eleva a aversão ao risco. Na agenda, dado de sentimento do consumidor e de inflação da Universidade de Michigan é destaque. O petróleo dispara, enquanto o minério de ferro cai.
Doméstico
No Brasil, a pesquisa mensal de serviços de abril será divulgada no início da manhã e, de acordo com as expectativas de consenso de mercado, deve mostrar alta de 0,2% na comparação mensal e de 1,7% na comparação anual.
Atualizações do Mercado Hoje 13/06/2025
Santander
Durante um café da manhã organizado pela equipe de Relações com Investidores, o CEO do Santander Brasil, Mario Leão, reafirmou sua confiança na trajetória do banco rumo a um ROE sustentável de 20%.
Ele destacou que quase todos os segmentos já operam acima desse nível de forma marginal, exceto o segmento massificado. O “front book” como um todo já supera os 20% de ROE, com destaque para o segmento de PMEs, que está bem acima da meta — o que abre espaço para dobrar essa carteira nos próximos anos.
Os segmentos de alta renda e corporativo também estão acima do alvo, enquanto o financiamento ao consumidor ainda está levemente abaixo, devido ao impacto do “back book”, embora as novas originações já superem o patamar desejado.
B3
A volatilidade não impulsionou tanto quanto em abril, mas ainda sustentou uma boa atividade em renda variável, garantindo desempenho anual sólido. Apesar de os derivativos indicarem queda na comparação anual, isso se deve a uma base de comparação difícil no 2T24.
Já o segmento de renda fixa segue beneficiado pela maior penetração de mercado, refletida no crescimento dos saldos em aberto. No geral, os motores de receita mantiveram o ritmo de crescimento trimestral em torno de um dígito médio, mesmo com dois dias úteis a menos no trimestre.
Dexco
Reduzimos nosso preço-alvo para o final de 2025 de R$10,50 para R$7,50, mas mantemos a recomendação de Compra, devido a mudanças macroeconômicas, menor risco de queda nos resultados e possibilidade de desalavancagem mais rápida.
As ações da Dexco caíram cerca de 30% desde a última atualização, e o consenso de EBITDA para 2025–26 foi revisado para baixo em ~15%, após resultados fracos nas divisões Deca e Revestimentos, além do cenário macro mais desafiador. Ainda assim, nossas projeções atualizadas indicam um leve potencial de alta frente ao consenso de 2026, sugerindo que a reação negativa do mercado pode ter sido exagerada.
Além dos resultados, os principais pontos de preocupação dos investidores são o fluxo de caixa livre negativo e a alavancagem acima de 3x. A expectativa de cortes de juros no Brasil traz otimismo, mas destacamos a importância da monetização de ativos não core para que o mercado precifique o crescimento futuro nos lucros da empresa.
Bens de capital
No dia 10 de junho, realizamos nossa conferência de Bens de Capital 2025 em São Paulo, com reuniões entre investidores e executivos da Randoncorp, Frasle, Marcopolo, Embraer e Iochpe-Maxion. Entre os principais temas discutidos, destacaram-se:
(i) os juros elevados, que continuam pressionando as vendas de implementos rodoviários, apesar da forte safra agrícola, enquanto o segmento de ônibus tem sido menos afetado; (ii) os impactos das tarifas comerciais, com a Embraer relatando efeitos negativos na aviação executiva e a Frasle observando queda na demanda dos EUA, embora com expectativa de recuperação no curto prazo; e (iii) as metas de desalavancagem, especialmente relevantes para Randon, Frasle e Iochpe-Maxion.
Bens de capital no Mercado Hoje 13/06/2025
Em reunião realizada em 11 de junho com a Bombardier, discutimos a atuação da empresa no setor de aviação executiva e os impactos recentes no mercado. A Bombardier, agora focada exclusivamente em jatos executivos médios e grandes após vender suas divisões comercial e ferroviária, também tem ampliado receitas com serviços e defesa.
A empresa está protegida de tarifas diretas nos EUA pelo acordo USMCA, mas enfrenta pressões indiretas na cadeia de suprimentos, especialmente com fornecedores americanos. O segmento de serviços sofre com aumento de custos de peças, mas contratos flexíveis permitem ajustes. A área de defesa pode se beneficiar da busca de países aliados dos EUA por maior independência.
A cadeia de suprimentos se estabilizou, exceto pelo fornecimento de motores, que ainda causa atrasos e pressiona margens. Apesar disso, a Bombardier mantém a meta de entregar 150 aeronaves em 2025. A demanda, que havia desacelerado no início do 2T25, já se normalizou, e a empresa projeta expansão de margens com a melhora da cadeia e maior participação de serviços e defesa, que têm margens mais elevadas.
Serviços financeiros
No dia 11 de junho, o governo brasileiro publicou a Medida Provisória nº 1.303/2025, propondo mudanças fiscais que aumentam a carga tributária sobre instituições financeiras não bancárias, com destaque para o impacto sobre o Nubank, XP e empresas de meios de pagamento.
A alíquota de imposto de renda para instituições financeiras não financeiras subiu de 34% para 40%, enquanto a CSLL para instituições como IPs e bolsas passou de 9% para 15%, afetando empresas como Stone e PagSeguro. Para entidades de financiamento (SCFI e SCD), a alíquota subiu para 45%, impactando fortemente o Nu, cuja unidade NuFIN representa cerca de 85% do lucro do grupo.
Investimentos financeiros de investidores em jurisdições favorecidas, como os fundos usados pela XP, passarão a ser tributados a 25% (antes 15%), o que pode reduzir em até 9% o lucro líquido da empresa em 2024. Empresas como Rede, Cielo e PortoBank também devem ser afetadas, embora em menor grau. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Congresso e deve entrar em vigor em 2026.
Outras informações do Mercado Hoje 13/06/2025
Commodities
Petróleo apresenta alta (US$ 71,39/b; +6,35%)
Minério de ferro registrou queda (US$ 94,05/t; -0,52%)
Agenda do Mercado Hoje 13/06/2025
11:00 – EUA – Sentimento Universidade de Michigan
Empresas
Casas Bahia: Empresa aprova antecipar conversão de debêntures em ações
Frigorificos Cade aceita Minerva como 3ª interessada em acordo Marfrig-BRF
B3: Companhia aprova pagamento JCP de R$ 378,5 mi
Suzano: Empresa elevada a compra por Goldman
Invepar: Companhia avança negociação standstill
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.