As demissões na Natura continuam chamando a atenção do mercado desde que a companhia confirmou que 25 % da força de trabalho da Avon International — cerca de 1 .100 colaboradores — será desligada ao longo de 2025.
Além disso, a gestão justificou a medida pelos resultados fracos da divisão fora da América Latina e pela volatilidade cambial persistente, reforçando que o caixa não poderia suportar a estrutura atual por muito mais tempo.
Além disso, o cenário global de perfumaria e cosméticos passa por ajustes. Contudo, a Avon International sofre há trimestres com margens apertadas e queda de receita, resultado de um portfólio pouco competitivo em mercados saturados.
Ainda, a receita da divisão recuou para R$ 1,39 bilhão no 1º trimestre de 2025, bem abaixo do esperado pela administração.
Portanto, os cortes aparecem como eixo central de um plano de simplificação que começou em 2024.
Logo, a diretoria buscou alternativas como venda parcial, parceria estratégica ou spin‑off completo da Avon International, inclusive em conversas exclusivas com o fundo IG4 Capital.
Entretanto, a decisão de acelerar demissões coincide com a reformulação societária que extinguirá a holding Natura&Co e colocará a Natura Cosméticos S.A. como empresa listada principal.
Assim, a liderança acredita que a nova estrutura reduzirá sobreposições de funções e permitirá distribuir dividendos mais cedo.
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Ainda, a venda das marcas The Body Shop e Aesop, ambas concluídas em 2023, evidenciou esse movimento de foco no core business latino‑americano.
Portanto, o corte de 1 .100 postos afeta equipes em 36 países, exceto América Latina, envolvendo áreas de back‑office, logística e suporte comercial.
Além disso, a empresa iniciou programas de recolocação, assistência psicológica e extensão de plano de saúde para ex‑funcionários, com duração média de seis meses.
Contudo, sindicatos europeus criticaram o prazo curto de adequação e prometeram negociar compensações adicionais.
Ainda, líderes de engajamento interno reconhecem o risco de queda na moral dos sobreviventes, mas defendem transparência e comunicação constante.
Entretanto, a cultura de sustentabilidade e propósito, tão divulgada pela Natura, passa por teste real.
Logo, a empresa reforçou que não cortará benefícios de voluntariado ou programas de impacto socioambiental, alegando que esses pilares geram valor intangível apreciado por consumidores.
Ainda, a alta gestão promete manter metas de emissões de carbono net‑zero até 2030, apesar do redimensionamento da frota e de centros de distribuição.
Assim, o CEO João Paulo Ferreira indicou que o principal objetivo é zerar o consumo de caixa da Avon International “no médio prazo”, ainda que 2025 deva fechar no vermelho.
Além disso, o Ebitda recorrente consolidado cresceu 30 % e atingiu R$ 789,5 milhões no 1º trimestre, superando as projeções de analistas.
Contudo, a conversão desse lucro operacional em caixa livre continua pressionada pela divisão internacional.
Logo, a diretora‑financeira Silvia Vilas Boas sinalizou ajustes táticos de preço e cortes de despesas administrativas mirando estabilidade de margem.
Entretanto, a Onda 2 — iniciativa que integra as operações Natura e Avon na América Latina — avança, com conclusão prevista para o 2º trimestre no México e 3º trimestre na Argentina.
Portanto, a expectativa é liberar sinergias de R$ 800 milhões anuais, verba que ajudará a custear indenizações e investimentos digitais.
Ainda, o quadro de tecnologia passa por automação de processos de prospecção de revendedoras, diminuindo a necessidade de contact centers externos em mercados maduros.
Além disso, o anúncio das demissões coincidiu com alta de mais de 5 % nas ações NTCO3 na B3, reflexo da percepção de disciplina de capital.
Contudo, algumas casas de análise alertam que o ganho de curto prazo pode se dissipar caso a venda da Avon International não se materialize.
Ainda, o Citi comentou que a melhora sequencial sugere recuperação de margem na América Latina, mas ressaltou que a volatilidade cambial continua sendo risco relevante.
Portanto, rating houses mantiveram recomendação neutra, enquanto aguardam detalhes sobre valuation da eventual transação com a IG4 Capital.
Entretanto, concorrentes aproveitaram a notícia para reforçar recrutamento de talentos. Logo, marcas independentes do segmento natural lançaram campanhas de contratação dirigidas a ex‑funcionários da Avon International.
Ainda, consultoras de venda direta relatam migração para plataformas digitais multimarcas, atraídas por comissões mais altas e ciclos de pagamento mais curtos.
Portanto, o sucesso das Demissões na Natura dependerá de execução rigorosa e comunicação empática.
Além disso, a companhia precisará equilibrar velocidade de corte de custos com preservação de competências críticas, como pesquisa de fragrâncias e manufatura limpa.
Contudo, analistas enxergam upside adicional se a venda ou spin‑off for concluída até o fim de 2025, liberando caixa para acelerar inovação no portfólio latino‑americano de skincare vegano.
Ainda, a aprovação da nova estrutura societária reduz complexidade tributária e abre caminho para distribuição regular de dividendos em 2026.
Entretanto, o mercado global de beleza enfrenta consumidores mais cautelosos, pressionados por inflação persistente e juros altos em economias centrais.
Logo, empresas que ajustarem rapidamente custos e investirem em canais digitais diretos ao consumidor tendem a capturar participação.
Ainda, a Natura aposta em modelo híbrido de social selling, e‑commerce próprio e marketplaces, estratégia que exige capital, mas reduz dependência de equipes espalhadas pelo mundo.
Assim, as Demissões na Natura funcionam como capítulo chave da reviravolta iniciada em 2024.
Portanto, se a empresa entregar redução de alavancagem e retomar crescimento rentável na América Latina, a marca pode recuperar o brilho que a consagrou como referência de sustentabilidade e inovação.
Ainda, consumidores e investidores acompanharão de perto os próximos trimestres, enquanto ex‑colaboradores buscam recolocação e reavaliam sua relação com um setor em plena transformação.
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