Confira as principais notícias do Mercado Hoje 19/03/2025 segundo a equipe de renda variável do Safra Invest: Bolsas em alta; Commodities em baixa. Copom e Fed decidem juros. Reforçamos compra em CBAV (+). Resultados do 4T24: STNE (+) e FRAS (+). Feedback do PortoDay: PSSA (+). Veja!
Fechamento dia anterior
Ibovespa: 131.474 (+0,49%)
S&P: 5.615 (-1,07%)
Dólar Futuro: R$5,69 (-0,28%)
O Ibovespa apresentou alta de +0,49% no último pregão, cotado a 131.474 pontos. O ativo apresenta tendência de alta no médio e curto prazo. A primeira resistência fica em 134.000 pontos e a segunda em 137.300. Do lado da baixa, o primeiro suporte se encontra na região de 129.900. O próximo fica na faixa de 126.900 pontos.
O Dólar Futuro apresentou queda de -0,28% no último pregão, cotado a 5.689,50 pontos. O ativo apresenta tendência de baixa no médio e curto prazo. Do lado da baixa, o primeiro suporte fica na região de 5.555 pontos. Se perder esse patamar, poderá alcançar o suporte seguinte em 5.400. Já do lado da alta, a primeira resistência do contrato fica na região de 5.740 e a segunda em 5.910.
Exterior
Bolsas na Europa e futuros nos EUA operam em leve alta antes de decisão do Fed, que deve manter a taxa de juros americana entre 4,25% e 4,50%. Chamará a atenção do mercado o gráfico de pontos com projeções dos membros do Fed para os juros durante as próximas reuniões do Fomc, assim como a fala de Jerome Powell.
Na parte da noite, a China também decidirá sobre taxas preferenciais de empréstimos. O petróleo cai com relatório que aponta aumento nos estoques dos EUA e o minério cai com possibilidade de redução da produção de aço na China e aumento da oferta das mineradoras.
Doméstico
A decisão do Copom é o destaque da agenda doméstica com expectativa de elevação de 1 ponto percentual na taxa Selic, que passará para 14,25% a.a.. O comunicado da decisão será importante para os investidores dosarem as expectativas para os próximos passos do Copom.
Energisa
O EBITDA reportado pela Energisa de R$1,791 bilhão (-8,8% a/a) foi 4,2% abaixo da nossa estimativa e 7,4% abaixo do consenso, principalmente afetado por:
(i) +R$190 milhões do ajuste pela inflação da base de ativos regulatórios (VNR) sem impactos de caixa; (ii) +R$250 milhões das margens de construção de transmissão (efeitos IFRS) vs. o número regulatório de R$127 milhões; (iii) -R$430 milhões relacionados a provisões no braço de geração distribuída, entre outros itens menores não recorrentes.
Ajustando por esses fatores, o EBITDA ajustado seria de R$1,905 bilhão, 1,9% acima da nossa estimativa e 1,4% abaixo do consenso.
Os lucros foram impulsionados por uma grande reversão tributária, que os elevou para R$1,8 bilhões. Os resultados recorrentes foram afetados por bons volumes e alguma pressão de custos.
Ontem (18), participamos do PortoDay, realizado na sede da empresa em São Paulo.
Após cinco anos, a Porto vê sua estratégia de diversificação de negócios e o aproveitamento da força de sua marca (intangível) como um sucesso, enquanto ainda possui muitas oportunidades de crescimento em várias verticais.
Atualmente, 64% dos resultados da empresa vêm dos seguros (36% apenas do Auto), que tradicionalmente têm sido seu principal negócio.
Saímos do evento com uma visão positiva e reiteramos nossa classificação de compra (preço-alvo de R$48), interessados em ver como a história de diversificação continua a se desenrolar.
A empresa ainda é uma das principais escolhas entre as seguradoras, com uma avaliação de 8,3x P/L e 1,72x P/VP para 2025.
A receita da empresa se beneficiou da robusta demanda no mercado de reposição, impulsionada pelas fortes vendas de carros usados no mercado doméstico, o que aumentou o número de visitas às oficinas.
Isso, juntamente com a demanda externa reprimida devido aos gargalos logísticos observados no último trimestre e à valorização do dólar (+18% a/a) em relação ao real, resultou em aumentos de 6,9% t/t e 49,4% a/a — vale notar que o 4T23 foi impactado pela hiperinflação na Argentina e pela paralisação das operações para a atualização do sistema ERP.
Reiteramos nossa classificação de Compra para suas ações, pois acreditamos que a empresa continuará a aproveitar sua bem-sucedida estratégia de fusões e aquisições e a integração da Dacomsa, o que deve apoiar sua expansão em novos mercados e novos produtos e oferecer oportunidades de cross-selling que impulsionarão o crescimento orgânico da empresa.
O EBT da Stone superou nossa estimativa em 10% e os resultados vieram bastante alinhados com nossa melhor suposição, considerando o sentimento recente do mercado após a confirmação de uma orientação positiva para o lucro líquido ajustado implícito de R$2,4 bilhões em 2025, +7% acima do consenso do sell-side compartilhado pela empresa.
té agora, o feedback relacionado ao reajuste de preços que temos recebido dos participantes do mercado destaca um comportamento competitivo racional e níveis favoráveis de churn, que, em nossa visão, são fundamentais para a entrega das projeções compartilhadas tanto pela STNE quanto pela PAGS.
A Stone forneceu oficialmente uma estimativa aproximada de mais de R$3 bilhões em capital excedente que poderia ser distribuído, embora não necessariamente no curto prazo, alinhado com nossos cálculos em nossa última atualização.
Considerando a recompra restante, o lucro líquido implícito de R$2,4 bilhões (com mais 15 milhões de ações a serem recompradas) e o desempenho das ações pós-mercado de +10%, veríamos as ações sendo negociadas a 6,7x P/L para 2025.
Reiteramos nossa classificação de Compra, reconhecendo uma avaliação barata e um sentimento melhorado.
A Ecorodovias divulgou um bom resultado no 4T24, com um EBITDA ajustado de R$1,2 bilhão, +12,3% a/a, +1,7% em relação ao Safra e +2,2% em relação ao consenso.
O desempenho operacional da empresa continuou a ser impulsionado por suas concessões recentemente adicionadas e pelo forte crescimento orgânico do tráfego, enquanto os custos controlados contribuíram para uma expansão de 12,3% a/a do EBITDA, para R$1,2 bilhão.
Por outro lado, o bom resultado operacional foi parcialmente compensado por um aumento de 43,5% a/a nas despesas financeiras líquidas, impulsionado por um aumento de 19,3% na dívida líquida e pelo maior custo da dívida, levando a uma redução de 33% a/a no resultado final.
Reiteramos nossa classificação de Compra para a Ecorodovias.A empresa está atualmente negociando com uma TIR real de 16,6%, +926bps acima dos títulos brasileiros indexados à inflação de 10 anos (NTN-Bs 2035).
O desempenho inferior da CBA em comparação ao alumínio parece excessivo, e reiteramos nossa classificação de Compra (preço-alvo de R$7,8, anteriormente R$8,5).
A revisão negativa dos lucros para os resultados da CBA de 2025–2027 parece precificada após uma queda de ~15% no preço das ações desde os picos do ano até a data.
Com base no preço do alumínio na LME de US$2.650 e uma taxa BRL/USD de 5,78, a CBA entregará um EBITDA decente de aproximadamente R$1,67 bilhões (+21% a/a) e um rendimento de fluxo de caixa de 14%.
Essa tese pode levar algum tempo para se materializar devido aos resultados pressionados no segmento de Energia, mas encontramos um bom ponto de entrada nas avaliações atuais, com a empresa negociando a um EV/EBITDA de 3,7x para 2025E (vs. 5,0x em média desde o IPO) e um preço implícito do alumínio de US$2.420/t (em termos reais para 2T25).
Além da avaliação, temos uma visão construtiva da commodity, à medida que os mercados se consolidam em um déficit em 2025.
Em última análise, preços estáveis do alumínio podem fomentar o interesse dos investidores nas ações da CBA, já que a volatilidade (commodity e preço das ações) é um dos principais obstáculos segundo nossas interações com investidores.
A Vivara registrou vendas de R$913 milhões, um aumento de 17,4% a/a e amplamente em linha com nossa estimativa.
A margem bruta caiu 50bps a/a (-20bps em relação à estimativa do Safra), impulsionada por um aumento no número de funcionários na planta de Manaus.
A margem EBITDA ajustada atingiu 28,6%, expandindo ~3pps a/a e superando nossas estimativas em 130bps, impulsionada por menores despesas de vendas atribuíveis a: (i) menores despesas com pessoal, relacionadas a comissões sobre vendas; (ii) ajustes nas despesas de marketing; e (iii) menores despesas com serviços de terceiros.
O lucro líquido de R$205 milhões cresceu 42% a/a e foi 2,3% acima da nossa estimativa, como resultado da melhoria no desempenho operacional.
Em relação à alavancagem, a empresa mantém um balanço sólido e uma relação Dívida líquida/EBITDA de 0,2x.
Commodities
Petróleo apresenta queda (US$ 69,11/b; -0,23%)
Minério de ferro registrou queda (US$ 100,3/t; -1,82%)
Agenda do Mercado Hoje 19/03/2025
15h00 – EUA – Decisão de juros
18h30 – Brasil – Taxa Selic
Empresas
Hypera: Controladores da companhia assinam Acordo de Voto com Votorantim
Azzas: Executivos da empresa negam conversas sobre cisão, venda, no momento
Blau Farmacêutica: Receita líquida 4T em linha com estimativas
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As informações fornecidas neste conteúdo são exclusivamente para fins informativos e educacionais e não devem ser interpretadas como recomendações de compra ou venda de ações. Recomenda-se que os investidores realizem suas próprias análises ou consultem um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.
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