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Academias em BH recuperam a boa forma no mercado

Filipe Andrade

Publicado

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Academias em BH recuperam a boa forma no mercado

Academias em BH voltam a crescer no mercado, refletindo a busca por emagrecimento, autoestima e qualidade de vida. Atualmente, muitas pessoas procuram a atividade física. Entre as modalidades mais populares, está a musculação, que é amplamente oferecida nas redes de academias de Belo Horizonte. Nesse sentido, após a pandemia, essas academias estão em pleno processo de crescimento.

Do mesmo modo, durante a quarentena, esse setor foi um dos mais afetados. Sem poder abrir, muitos donos de academias precisaram usar a criatividade para minimizar os prejuízos. Infelizmente, muitos negócios não conseguiram sobreviver. No entanto, essa situação mudou. Dados da Fecomércio MG mostravam que, em 2022, BH tinha 478 academias ativas. Hoje, o Cref-MG tem mais de 740 CNPJs cadastrados como academia. Além disso, a AcadBrasil estima que o número possa chegar a mais de mil.

O mercado de academias na capital mineira está aquecido por diversos fatores. Carlos Eduardo Moura, diretor da AcadBrasil em Minas, destaca alguns deles. Primeiramente, ele menciona a exposição corporal por meio das redes sociais e a popularização do treinamento de força, como a musculação. Além disso, muitos médicos têm recomendado a musculação para promover a longevidade.

Segundo Moura, o trabalho dos influenciadores digitais também alterou o tipo de treino procurado pelas pessoas. Anteriormente, o foco era o emagrecimento e os exercícios aeróbicos estavam em alta. Hoje, a procura por corpos mais musculosos aumentou, forçando as academias a se adaptarem a essa nova demanda. Ele afirma que o impacto dos influenciadores é muito positivo. A base de pessoas fisicamente ativas no Brasil, que antes era de apenas 5%, aumentou.

Academias em BH: Rede possui mais de 107 unidades em Belo Horizonte

O empresário Harley Tadeu é um dos beneficiados por essa mudança. Ele é CEO e um dos fundadores da Pratique Fitness, uma das maiores redes de academias do Brasil. Além disso, o grupo começou em 2002, com uma unidade no bairro Guarani, na região Norte de BH. Hoje, possui mais de cem unidades em quatro Estados. Ainda mais, Tadeu afirma que a empresa é uma associação com mais de 200 sócios e 107 unidades. Eles pretendem chegar a 180 até 2025. Após a pandemia, ele observa que as pessoas passaram a valorizar mais a saúde e a qualidade física. Segundo ele, esse mercado voltou a ser procurado e a atividade física está cada vez mais consolidada.

As pequenas academias também fazem parte desse movimento. A Life Trainer, no bairro Graça, região Nordeste, é um exemplo. O pequeno espaço, localizado dentro de um clube, é frequentado principalmente por pessoas mais velhas. Edem Mercini, proprietária da Life Trainer, conta que a academia é um local bacana, seguro e com boa localização. Pela manhã, o público é majoritariamente composto por idosos, pessoas do bairro que moram nas proximidades. Embora tenha enfrentado dificuldades, Edem diz que atualmente tem um professor em cada turno.

Studios de personais trainers

Outra alternativa para quem busca atividade física são os “studios”, gerenciados por personal trainers credenciados. Igor Garces é um exemplo de profissional que optou por montar seu próprio estúdio. Em 2021, ele fez a transição para ter seu próprio espaço, onde atende alunos de forma personalizada. Ele já investiu mais de R$ 300 mil no local, situado no bairro Betânia, na região Oeste. Garces explica que seu público não gosta de academias muito cheias. Atualmente, ele atende mais de cem alunos, com idades entre 13 e 82 anos.

Em resumo, as academias em BH estão se recuperando e voltando a crescer no mercado. A busca por saúde, autoestima e qualidade de vida tem impulsionado esse setor. As academias, tanto grandes redes quanto pequenos espaços, estão se adaptando às novas demandas e consolidando sua presença na vida dos belo-horizontinos.

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