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Magalu: Prejuízo recorde no 1º trimestre abala mercado

Filipe Andrade

Publicado

em

Magalu tem investigação após denúncia anônima. Veja o motivo

As ações da Magalu (MGLU3) despencaram quase 23% após o anúncio do maior prejuízo da empresa no primeiro trimestre desde o IPO. Com isso, os analistas esperavam uma reação negativa do mercado aos resultados. Os papéis começaram a cair no início do pregão e encerraram o dia com uma queda de 22,83%.

O prejuízo líquido no 1T23 foi de R$ 391,2 milhões, um aumento de 142,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa foi a quinta perda trimestral consecutiva da companhia e a maior registrada desde a abertura de capital em 2011.

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Especialistas falam sobre os resultados da Magalu

A XP avaliou que os resultados foram fracos, porém em linha com as expectativas. Ainda mais, o crescimento da receita foi tímido, e a rentabilidade foi afetada pela reintrodução da cobrança do DIFAL. Além disso, houve uma queima de caixa de R$ 3,2 bilhões devido à sazonalidade.

Embora o volume bruto de mercadorias (GMV) tenha aumentado 10% em relação ao ano anterior, a receita líquida cresceu apenas 3% devido ao impacto do DIFAL nas deduções de receita bruta e à menor penetração do estoque próprio (1P). A margem bruta sofreu uma queda de 40 pontos-base devido à reintrodução do DIFAL, mas a margem Ebitda ajustada ficou praticamente estável.

O prejuízo líquido foi de R$ 391 milhões, influenciado por maiores despesas financeiras. O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 3,2 bilhões, mas houve uma melhora em relação ao ano anterior. A empresa anunciou mudanças na diretoria e detalhou suas metas estratégicas.

Os resultados foram impactados pelo ambiente macroeconômico desafiador no Brasil, com altas taxas de juros e categorias dependentes de crédito. Os investidores estão focados na recuperação da lucratividade da empresa, mas isso pode levar algum tempo.

Dessa forma, as recomendações dos analistas para as ações da Magalu variam de neutra a compra. Alguns destacam a necessidade de uma queda nas taxas de juros como um fator positivo para a empresa. No entanto, o mercado continuará aguardando uma recuperação mais concreta da rentabilidade.

Oportunidades para a companhia

A Magazine Luiza vê nas lojas físicas uma oportunidade de ganhar competitividade em 2023 devido à reintrodução da cobrança do DIFAL. A empresa anunciou que repassou 50% da carga nos preços do 1P no primeiro trimestre e planeja repassar o restante ao longo do ano. Os executivos enfatizaram o investimento em logística e a transformação das lojas físicas em pontos integrados à plataforma.

Apesar dos desafios, a varejista está focada em melhorar o capital de giro, otimizar estoques e monetizar impostos. Os resultados do primeiro trimestre indicam que a operação de marketplace depende de investimentos em tecnologia, incluindo inteligência artificial para simplificar processos e ajudar na escala da empresa.

Magazine Luiza quer comprar a Dafiti?

A Magazine Luiza quer comprarDafiti, um dos maiores e-commerces de varejo de moda do país. O processo de negociação está em curso, conforme informado pela coluna de Anselmo Gois no Jornal o Globo.

A eventual aquisição seria uma das maiores operações de M&A dos últimos anos no varejo brasileiro. Estima-se que o valor da Dafiti gire em torno de R$ 8 bilhões.

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